A Escalada do Terror em Gaza
17/01/08 - Em 15 de janeiro, o terror oriundo da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, ergueu-se abruptamente. Nas 24 horas seguintes, mais de 100 mísseis e morteiros foram disparados de Gaza contra as cidades israelenses de Sderot e Ashkelon, uma cidade de cem mil habitantes. Não apenas o ataque indiscriminado por parte dos palestinos atingiu os civis israelenses de forma mais violenta do que nunca, os terroristas palestinos também passaram a atingir alvos civis com armas de precisão. Um franco atirador do Hamas assassinou o voluntário equatoriano Carlos Chavez de 20 anos de idade nos campos do Kibbutz Ein Hashlosha usando um rifle especial calibre .50 (12.5mm). Israel retirou-se da Faixa de Gaza em 2005 com o intuito de promover uma solução pacífica, e ainda assim recebeu o terror apoiado pelo Hamas. Há mais de dois anos atrás Israel removeu todos os seus civis, soldados e assentamentos da Faixa de Gaza e reorganizou-os atrás da fronteira reconhecida.

Ainda assim o Hamas busca o terrorismo além das fronteiras - abduzindo Israeleneses e atingindo civis em solo Israelense. O disparo de mísseis de Gaza não fazem sentido algum e representam a violência indiscriminada contra a população civil de Israel. Desde a ocupação da Faixa de Gaza por parte do Hamas em Junho de 2007 , aproximadamente 1.500 mísseis e morteiros foram lançados contra Israel. Israel sofreu dezenas de mortes, centenas de vítimas de choque, milhares de crianças traumatizadas e um abrupto desequlíbrio na vida diária. Nenhuma democracia pode assistir sua população sendo o alvo diariamente sem resposta. Todo país tem a obrigação de proteger seus cidadãos e agiria da mesma forma que Israel para defendê-los.

Deve ser feita uma distinção clara entre os ataques terroristas palestinos contra Israel e a resposta defensiva de Israel. Os terroristas palestinos atacam civis israelenses de forma direta e usam seus próprios civis como escudos humanos. Grupos terroristas produzem, transportam e lançam mísseis e morteiros de dentro de áreas populacionais palestinas densamente populadas, que são utilizadas como abrigo. Estes grupos estão tentanto deliberadamente criar uma crise humanitária com o objetivo de ganhar apoio internacional, i.e. ao atacar os pontos na fronteira por ponde chega a ajuda humanitária para a população palestina e ao contrabandear explosivos disfarçados como ajuda humanitária.

Israel não considera o povo de Gaza inimigo e está fazendo o possível para evitar danos aos civis palestinos inocentes. Os alvos israelenses se limitam aos militantes armados que estejam diretamente envolvidos com a violência, ataques de mísseis e morteiros contra cidadãos israelenses. Ordens táticas são repassadas aos comandantes das Forças de Defesa de Israel para o cancelamento de operações quando civis adentram a área de combate e míssseis devem ser desviados como exigido. Apesar das constrições de segurança, Israel assegura um contínuo fluxo de ajuda humanitária e suprimentos através das passagens na fronteira para a população palestina.

Sem dúvida, Israel deseja a paz com seus vizinhos palestinos. Israel acredita que o povo palestino tem direito a auto-determinação e a um estado próprio. Israel aceita a idéia de dois estados convivendo pacificamente - um lar para o povo palestino e um lar para o povo judeu. Israel está em negociações com a liderança moderada palestina sob o comando o Presidente Abbas para levar adiante este objetivo.

Infelizmente os extremistas islâmicos que tomam controle da Faixa de Gaza são os maiores obstáculos para a solução de dois estados. Os militantes palestinos armados atingidos por Israel não são apenas inimigos do povo israelense; são inimigos da paz. Eles propagam uma ideologia que apóia a violência ao invés do diálogo. Estes extremistas em Gaza se opôem à reconciliação, se opôem às conversas de paz e afirmam que qualquer palestino que negocie com Israel é um traidor do Islamismo e da causa árabe. Por estes motivos, o Hamas é reconhecido como uma organização terrorista pela comunidade internacional, incluindo a União Européia e os Estados Unidos. O mundo não precisa de outro estado terrorista. Não pode existir paz enquanto a liderança do Hamas em Gaza estiver mais interessada na obliteração de Israel do que em uma solução de dois estados.