Contrabando de armas através da fronteira Gaza-Egito
27/02/08 - Durante a noite de 23 de janeiro de 2008, terroristas do Hamas explodiram parte da cerca da fronteira separando a Faixa de Gaza do Egito, perto da Passagem de Rafah. As explosões abriram fendas estendendo-se por algumas centenas de metros ao longo da fronteira, e centenas de milhares de palestinos atravessaram a fronteira para dentro do Sinai. As aberturas na fronteira e a possibilidade de passar para o Egito sem restrições, trouxeram uma série de perigos nessa esteira de acontecimentos. Um desses perigos é de que uma fronteira violada pode ser usada para contrabandear uma grande quantidade de armas e munições, especialmente explosivos, armas anti-tanque e anti-aéreas, destinadas a organizações terroristas, com o Hamas no topo da lista. Os armamentos aumentam o poderio do Hamas e aumentam sua capacidade à medida que constroem sua base de poder. Nos seis meses entre a tomada de poder pelo Hamas em junho de 2007, e a violação da fronteira no dia 23 de janeiro de 2008, perto de 100 toneladas de explosivos foram contrabandeados para dentro da Faixa de Gaza, pelo Egito (mais do que três vezes a quantidade contrabandeada no período entre a retirada de Israel de Gaza em 2005, e a tomada de poder pelo Hamas dois anos depois).

Estima-se que desde que a fronteira foi violada, grandes quantidades de armas e explosivos têm sido contrabandeados para dentro da Faixa de Gaza. Mesmo antes dessa violação da fronteira em Rafah, a “Rota Filadélfia” conectando a Faixa de Gaza e o Egito tem sido uma fonte de contrabando pelas organizações terroristas, principalmente através de túneis cavados a partir de Rafah, em direção ao Sinai. A infra-estrutura de contrabando das organizações terroristas também é usada para infiltrar terroristas em uma operação de três passos, de Gaza para o Sinai e depois para a fronteira com Israel. Esse método foi usado em uma tentativa de ataque terrorista em Beer Sheva, interditada em 3 de julho de 2007. O terrorista suicida que foi capturado usando um cinto de explosivos, admitiu que ele havia sido infiltrado da Faixa de Gaza para o Sinai e de lá para o território israelense. Disse também que foi instruído a achar um local com muita gente onde deveria detonar os explosivos. Os túneis também são usados pelas organizações terroristas para contrabandear grandes quantidades de dinheiro – às vezes milhões de dólares de cada vez. O dinheiro, que geralmente vêm de diversos países árabes e do Oriente-Médio, principalmente do Irã, permite que as organizações terroristas preservem e aumentem sua base organizacional pagando os salários e treinando os terroristas. O Hamas tem se destacado no uso dos túneis para contrabandear dinheiro. Grande parte de seu orçamento operacional militar, estimado em dezenas de milhões de dólares foi obtido dessa maneira. O dinheiro ajuda o Hamas a aumentar seu poderio e o escopo de suas atividades.