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A falsificação dos mapas Israel-Palestina. Leia análise da Conib que abrange 2.000 anos

18 Mar 2016 | 16:47
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Em busca da “Palestina histórica”

No ano 135 da Era Comum, o imperador romano Adriano decidiu trocar o nome da revoltosa província da Judeia para Palestina. A região permaneceu sob controle romano por cerca de 500 anos. Nela, viviam cristãos, judeus, samaritanos e pagãos. Após a derrota do Império Romano do Oriente (Bizantino) para os árabes, no ano 635, a unidade política foi perdida, e o termo Palestina designou, por séculos, uma região geográfica dominada por diversos impérios, voltando a configurar uma entidade política somente no início do século 20.

A propaganda anti-Israel tem prazer em fazer referência à “Palestina histórica”, dando a entender que os palestinos de hoje sempre estiveram lá. Mas nunca refletiu a respeito do que o termo poderia significar – é possível falar em uma “Palestina histórica”? Por outro lado, a propaganda manipula, omite e falsifica os mapas da região no século 20, para dar a entender que o ‘malvado” Israel abocanha cada vez mais o que os propagandistas consideram território palestino, até que não reste mais nada...

Esse é o conjunto de “mapas” usado pela propaganda para “embasar” seus ataques a Israel.


Antes de esmiuçar cada um deles abordaremos, para mostrar a dimensão da falsificação, a situação política da região geográfica chamada Palestina durante as principais trocas de poder nos últimos 2.000 anos, começando pela Judeia, passando pelo Império Romano até chegar à Primeira Guerra Mundial, sempre em busca da “Palestina histórica”.

TEMAS ABORDADOS

Você também pode fazer a leitura indo direto para cada um dos temas abaixo:

- Primeira Guerra Mundial: o final do Império Otomano;

- Uma viagem de 2.000 anos em busca da "Palestina histórica";

- 1917: Palestina, após 1.300 anos;

- Século 20: o nacionalismo palestino;

- 1920: o Lar Nacional Judaico;

- Os mapas falsificados.

- O miito da Nakba.


O final do Império Otomano

Vejamos o que acontecia pouco antes de a Palestina voltar ao mapa político:

Em 1914, às vésperas de grandes mudanças, a região ficava no Império Otomano, dentro da Província da Síria, a qual tinha cinco subprovíncias, nenhuma delas com nome “Palestina” (como se vê nos mapas abaixo). É interessante notar que, já no Império Otomano, os donos da maior parte das terras da região, para a qual judeus europeus começaram a emigrar no final do século 19, viviam em Beirute ou Damasco. E eles venderam terras para os judeus.

O mapa abaixo mostra o Império Otomano em 1914.


Império Otomano em 1914.

 

O mapa abaixo mostra, dentro do Império Otomano, a Província da Síria e suas cinco subprovíncias. O “Estado palestino” não aparece:


Subprovíncias da Síria, no Império Otomano. 


Assim, não havia  nenhuma unidade política denominada Palestina - muito menos um Estado palestino-, quando os ingleses passaram a dominar a região, em 1917.


Túnel do tempo

Entraremos agora no túnel do tempo para examinar quando houve uma unidade política chamada Palestina na região. Voltamos às província romana da Judeia, no século I da Era Comum. No ano 70, os romanos destruíram o Segundo Templo em Jerusalém. Os líderes judeus foram exilados, escravizados ou mortos. Muitos judeus morreram de fome.


Província romana da Judeia, século 1 da Era Comum.

 


Moeda da série intitulada "Judea Capta". Foto: Wikipédia.


A moeda acima foi emitida pelo imperador romano Vespasiano para comemorar a captura da Judeia e da destruição do Segundo Templo por seu filho Tito, no ano 70 da Era Comum.

Décadas mais tarde, depois que o imperador Adriano quebrou sua promessa de reconstruir Jerusalém e o Templo, aconteceu a última revolta judaica, a de Bar Kochba, no ano 135 da Era Comum.

Para punir os judeus, Adriano decidiu então reconstruir, sobre os destroços de Jerusalém, uma cidade romana, com características pagãs e rebatizar a Judeia com o nome “Palestina”, referente à região litorânea da Filistia (ver mapa acima), terra dos filisteus, povo bíblica de origem grega.

A moeda traz um efeito histórico colateral, que não pode ser esquecido: Jesus, morto no ano 33, não era palestino (ao contrário do que diz a propaganda).

O mapa da Palestina romana (abaixo) passou a vigorar após o ano 135:

 


Província romana da Palestina, após “canetada” de Adriano (ou melhor, “penada”), em 135 da Era Comum.


A conquista árabe

No século 5, já sob o Império Romano do Oriente (Império Bizantino), havia duas Palestinas, ambas cristãs (veja mapa abaixo). As duas dioceses tornaram-se um centro do cristianismo, enquanto mantinham significativas comunidades judaicas e samaritanas. Algumas áreas, como Gaza, eram conhecidos redutos pagãos, em que deuses como Dagon eram cultivados havia milhares de anos. Não havia árabes.


Palestina no Império Romano do Oriente (século 5 da Era Comum). Fonte: Wikipédia.

Por volta do ano 635 da Era Comum, os árabes conquistaram a região (veja no mapa abaixo a sequência das batalhas):



​Batalhas entre romanos e árabes. Fonte: Wikipédia.


Sob domínio árabe, a região foi dividida em distritos militares, um deles de nome Filastin. O nome se referia a uma pequena parte da região, localizada na costa sul (veja acima, no mapa da Judeia). Este não é um nome de origem árabe, mas uma adaptação do nome latino, tomado dos filisteus, povo etnicamente próximo dos gregos que vivia justamente na região costeira na época bíblica. Epifanius, um dos autores da Igreja antiga, escreveu, por volta do ano 400: “A semente de Abrahão está espalhada pela Terra de Canaã, ou seja, na terra judaica Ioudaia [Judeia] e na terra dos filisteus, que é agora conhecida como Philistiaia [Palestina]”. Ver “A History of Palestine (634-1099)”, de Moshe Gil].

Note-se que os árabes só chegariam à região 200 anos depois. Assim, ao conquistarem-na, os árabes mantiveram o nome romano/bizantino para designar um de seus distritos militares, sem que houvesse antes “palestinos” ali. Os judeus da época sabiam que o nome Filastin se referia à “Terra dos Filisteus”, como aparece em carta do século 11. [ver “A History of Palestine (634-1099)”, de Moshe Gil].

Quanto ao nome “Jerusalém”, as primeiras gerações de árabes chamavam-na de Iliya, referência ao nome romano, Aelia Capitolina. Somente a partir do século 11, o nome Al-Quds passou a ser usado. O nome Ierushalaim também aparece em documentos árabes da época. [ver também “A History of Palestine (634-1099)”, de Moshe Gil].


Expansão árabe

O mapa abaixo mostra a expansão árabe no século 7, de Maomé até os Umíadas. Note-se que não há mais, sob os árabes muçulmanos, uma unidade política chamada Palestina, como havia sob domínio romano/cristão.


Expansão árabe no século 7.

 

Os Cruzados tomam Jerusalém, no século 12

Mesmo após o estabelecimento de um reino cristão, a região não voltou a se chamar Palestina, mas Reino de Jerusalém. Veja no mapa abaixo:
 

Oriente Médio, em 1135 da Era Comum,  entre a Primeira e a Segunda Cruzadas


Os árabes retomam Jerusalém

Em 1187, a Dinastia dos Aiúbidas reconquistou Jerusalém, enquanto outras regiões próximas ainda eram mantidas pelos cruzados, mas a Palestina como unidade política continuou fora do mapa:

 


Dinastia dos Aiúbidas, final do século 12.

 

A expulsão dos cruzados

Por volta do ano 1300, os mamelucos conquistaram a região, expulsaram os cruzados de seus últimos redutos e a Palestina continuou sumida. Veja o mapa abaixo:

 


Império Mameluco (séculos 13 e 14).


A chegada dos otomanos

Até que, por volta de 1500 da Era Comum, os otomanos venceram os mamelucos e ocuparam a região – lá ficariam por mais de 400 anos. O mapa abaixo mostra a extensão do império estabelecido por Suleiman, o Magnífico, em 1580. Note-se que, desde a conquista árabe, a unidade política regional é a Síria [isso terá implicações importantes até meados do século 20, como veremos].
 


Império Otomano, em 1580.

 

Os otomanos permaneceram na região até 1917, como vimos (as unidades políticas do Império Otomano na região são mostradas nos mapas apresentados acima, no início desse texto).

Fica claro, portanto, que desde a derrota do Império Bizantino, em 635, quando não havia árabes na região, até a derrota do Império Otomano, em 1917 [por britânicos e franceses, entre outros], não houve na região uma unidade política denominada Palestina, que voltou a existir politicamente graças aos britânicos, como veremos abaixo, e não aos árabes.

Concluímos que as unidades políticas que existiram na região (Judeia e Palestina romana) não eram árabes.

Essa sucinta apresentação dos mapas é confirmada pela introdução do livro “The Claim of Dispossession: Jewish Land-Settlement and the Arabs, 1878-1948”, de Aryeh Avneri, que traduzimos abaixo:

A Palestina, uma terra localizada entre três continentes e de fronteiras com desertos, foi ao longo dos séculos uma arena de conflitos entre impérios e um imã para invasores e nômades. Depois que a nação de Israel perdeu sua independência, houve muitas expedições de conquista, cada uma das quais deixou uma camada de novos colonos na população. Também a conquista árabe, no ano 635, trouxe novos colonos, que impuseram a religião do Islã e a língua árabe a todos os habitantes.

Ao longo da história, houve muitas instâncias de conquista que levaram, por meio de um processo de absorção e assimilação, à formação de novas entidades nacionais. Se a conquista árabe tivesse levado à formação de uma nação árabe cristalizada – por menor que fosse em número de habitantes – teria sido difícil contradizer a alegação árabe de uma continuidade histórica na Palestina. Mas esse não foi o caso.

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A volta de uma entidade política chamada Palestina, após 1.300 anos

E a rejeição deste nome... pelos “palestinos”


O nome latino "Palestina" como identificação de uma entidade política, que deixou de existir após a conquista árabe, no ano de 635, ressurgiu apenas em 1917, quando o Reino Unido estabeleceu seu domínio sobre as ruínas do Império Otomano, após a Primeira Guerra Mundial. Um dos primeiros documentos em que o termo é citado é a Declaração Balfour, que trata do estabelecimento na Palestina de um “lar nacional para o povo judeu”. Consequência do uso do novo nome, sob o Mandato Britânico: todas as pessoas que passariam a viver ali seriam "palestinas", tanto judeus como árabes.

Mas, imagine só: quem não gostou do nome Palestina foram os árabes...

O primeiro Congresso das Associações Muçulmanos e Cristãos da área se reuniu em fevereiro de 1919, em Jerusalém para considerar o futuro do território outrora governado pelo Império Otomano, que se dissolveu após a Primeira Guerra Mundial. O Congresso declarou: "Consideramos a Palestina como parte da Síria árabe, da qual nunca se separou em nenhum momento. Estamos conectados com ela por laços nacionais, religiosas, linguísticos, morais, econômicas e geográficas". [ver “A History of the Israeli-Palestinian Conflict”, de Mark Tessler. nota da Conib: como vimos em muitos mapas acima, a Síria foi por séculos a unidade política da região].

Um congresso de árabes palestinos aconteceu em Damasco, em fevereiro de 1920, e defendeu fortemente uma unidade Pan-Síria. [ver “Greater Syria”, de Daniel Pipes]. O Príncipe Faisal, que negociava com os franceses o controle da Síria após a Primeira Guerra, era simpático à presença dos judeus, como veremos abaixo. Após o fracasso de Faisal em governar a Síria – ele “ganhou” como consolação o Iraque -, começou a surgir o nacionalismo palestino, liderado por radicais como o Mufti, que aumentou a violência no território do Mandato Britânico.

Mesmo com o crescimento deste nacionalismo, Auni Bey Abdul‐Hadi, secretário-geral do Alto Comissariado Árabe, disse à Comissão Peel, enviada pelos britânicos para analisar a disputa entre judeus e árabes na Palestina, em 1937:  "Não existe um país chamado Palestina. 'Palestina' é um termo inventado pelos sionistas. Não há Palestina na Bíblia. Nosso país foi durante séculos parte da Síria. O termo 'Palestina' nos é estranho. Foram os sionistas que o introduziram”. 

Pois é: em 1937 os árabes palestinos não tinham sequer ouvido falar da “Palestina histórica”. Será que ela foi inventada posteriormente por motivos políticos e/ou ideológicos e/ou de propaganda?

Em 14 de maio de 1947, o representante sírio na Assembleia Geral das Nações Unidas, El –Khouri, afirmou a mesma coisa: “Eu acho que a maioria de vocês, se não todos, sabem que a Palestina era uma província síria. Temos laços geográficos, históricos, religiosos e raciais. Não há qualquer distinção entre os palestinos e os sírios” [ver documento oficial da ONU].

Por outro lado  - e tornando risível a menção propagandística à “Palestina histórica”, os judeus adotaram o nome Palestina, enquanto o Estado de Israel não foi criado.   O jornal “Jerusalem Post” chamava-se “The Palestine Post” e comemorou a independência de Israel, em 1948, como mostra a imagem abaixo - o jornal só mudou de nome em 1952, mais uma amostra de que os judeus da Palestina se viam como palestinos; só após 1948, a Palestine Philharmonic Orchestra tornou-se Israel Philharmonic Orchestra. E veja que incrível: os judeus representaram a Palestina, jogando com a Estrela de David no peito, em amistosos de futebol contra a Austrália, em 1939 [documentado em vídeo britânico].



“The Palestine Post”, edição de 15 de maio de 1948, festeja a independência de Israel. Não, isso não é montagem.


Mesmo após a independência de Israel, líderes árabes continuaram a dar pouca importância à Palestina como entidade política:

 

Em 1956, em reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o representante sírio, Ahmed Shukairy disse com todas as letras: ʺÉ do conhecimento de todos que a Palestina nada mais é que o sul da Síriaʺ. [ver documento oficial da ONUpágina 10]

 

Em 1974, em entrevista ao New Republic, o próprio Arafat afirmou: “What you call Jordan is actually Palestine”. [O que você chama de Jordânia é, na verdade, Palestina]

 

Também em 1974, o então presidente da Síria, Hafez Assad [pai do atual ditador] disse ao New York Times: A Palestina é uma parte básica do sul da Síria”.

 

Ou seja, para os árabes, a Palestina pode tanto ser parte da Síria [como o foi durante séculos], como a própria Jordânia.

 

Zuheir Muhsin, membro do Conselho Executivo da OLP, deu uma explicação definitiva, em 31 de março de 1977, ao jornal holandês Trouw:

 

Não há diferenças entre jordanianos, palestinos, sírios e libaneses. Somos todos parte de uma nação [árabe]. É somente por razões políticas que ressaltamos cuidadosamente nossa identidade palestina. Sim, a existência de uma identidade palestina separada serve apenas propósitos táticos. A fundação de um Estado palestino é uma nova ferramenta de continuar a batalha contra Israel.”

 

É isso. Que bela confissão! Será que essa mentalidade mudou? O fato é que Arafat, em 2000, e Abbas, em 2008, recusaram acordos de paz propostos por Israel. Em março de 2016, Abbas rejeitou iniciativa de paz dos EUA.

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O nacionalismo palestino

 

Fica claro, portanto, que foi a presença dos judeus na região da Palestina que motivou o nascimento do nacionalismo árabe palestino, aproximadamente 40 anos após a chegada dos primeiros judeus europeus. Caso contrário, os árabes sunitas a continuariam vendo como uma província sua.

 

Essa hipótese é confirmada pela participação de cinco países árabes na Guerra de Independência de Israel, em 1948, com o objetivo não declarado de conquistar as terras para si, e não criar ali um novo Estado árabe, como mostra o historiador Efraim Karsh, professor titular do King’s College, de Londres, em “Palestine Betrayed”.

 

Era o senso comum, após a guerra de 1948-1949”, afirma Karsh [pp.232-3], "que os países árabes, após rejeitarem a Partilha da Palestina, invadiram Israel mais para disputar a terra do que para assegurar os direitos dos palestinos. E que, se a tivessem ganho, o território não teria sido cedido aos palestinos, mas dividido entre as forças invasoras. (...)  Em março de 1948, o secretário-geral da Liga Árabe, Abdel Ramam Azzam, revelou um entendimento entre britânicos e árabes: a Jordânia ficaria com  a região central, com o acesso ao Mediterrâneo em Gaza; o Egito ficaria com o deserto do Negev; a Galileia ficaria com a Síria, com exceção de uma parte da costa, que ficaria com o Líbano”.

 

Karsh prossegue: “Mesmo após o final na guerra e a assinatura dos acordos de armistício, os árabes impunham a seguinte condição a Israel, em junho de 1949: qualquer território cedido por Israel iria para Jordânia, Egito e Líbano, e não para um possível Estado palestino”.

 

O político palestino Musa Alami afirmou, em outubro de 1949, que “o que mais preocupava os Estados árabes e guiava suas políticas não era vencer a guerra e salvar a Palestina do inimigo, mas o que aconteceria depois da luta: quem predominaria ou anexaria partes para si. Eles diziam que seu objetivo era a salvação da Palestina, mas isso era dito com a língua apenas. Com o coração, eles a queriam para si, e estavam correndo para evitar que os outros predominassem”. [cf. Karsh, em Palestine Betrayed, p. 234]

 

A hipótese é reconfirmada pelo fato de a Jordânia ter anexado Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, em 1950, e o Egito controlado Gaza militarmente, impedindo que surgisse um Estado independente – sem que os árabes palestinos reclamassem.

 

Assim, o nacionalismo palestino surgiu como uma identidade negativa, em oposição à presença judaica. Se os judeus não tivessem emigrado para a região, é possível afirmar que não existiria hoje um Estado palestino: o território teria sido dividido entre os países árabes já existentes. 

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A Conferência de San Remo (1920) torna legal o Lar Nacional Judaico na Palestina

 

 

Após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra, a Conferência de San Remo decidiu, em 24 de abril de 1920, atribuir o Mandato para a Palestina sob a Liga das Nações à Grã-Bretanha. O texto acordado foi confirmado por 51 países da Liga das Nações em 24 de julho de 1922, tornando-se lei internacional vinculante [que deve obrigatoriamente ser cumprida, legally binding em inglês]

 

Em seu preâmbulo, diz:

 

As principais potências aliadas também concordaram que a Mandatária deve ser responsável por pôr em prática a declaração feita originalmente em 2 de novembro de 1917, pelo Governo de Sua Majestade Britânica, e adotada pelas ditas Potências, em favor do estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, sendo claramente entendido que nada deve ser feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades existentes não judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político dos judeus em qualquer outro país.

 

Assim, foi dado [nota da Conib: bem antes do Holocausto] o reconhecimento à conexão histórica do povo judeu com a Palestina e aos motivos para a reconstituição de seu lar nacional naquela terra.

 

O Artigo 2 diz:

 

"A Mandatária será responsável pela colocação do país em tais condições políticas, administrativas e econômicas, tal como irá garantir o estabelecimento do lar nacional judaico, tal como previsto no preâmbulo, bem como o desenvolvimento das instituições de autogoverno, e também para salvaguardar os direitos civis e direitos religiosos de todos os habitantes da Palestina, sem distinção de raça e religião".

 

O Artigo 5 é muito importante, como veremos adiante:

 

"A Mandatária será responsável por cuidar que nenhum território da Palestina seja cedido, ou arrendado ou sob qualquer outra forma colocado sob o controle do Governo de qualquer potência estrangeira".

 

Veja abaixo o mapa do Mandato para o território que foi rebatizado pelos britânicos com o nome Palestina, cunhado pelos romanos 1.800 anos antes. Note que ele incluía a atual Jordânia. Entre 1917 e 1922, a Palestina era assim:



Fonte: Aish.

 


 

Ingleses e franceses atrapalham a aproximação entre árabes e judeus

 

Líderes árabes, como o rei Faisal, que expulsou os otomanos da região na 1ª Guerra, com a ajuda dos ingleses e do legendário Lawrence da Arábia, apoiavam a vinda dos judeus à Palestina.

 

Veja o que disse Faisal ao diplomata britânico Philip Noel Baker (que receberia o Nobel da Paz, em 1959) na Conferência de Paz de Paris, em 1919: “É claro que queremos que os sionistas venham para a Palestina. Nós sabemos o que vai acontecer. Eles vão trazer grandes somas de capital norte-americano e de outros países. Vão trazer os maiores cientistas do mundo, e os maiores cientistas são judeus. A Palestina, agora tão árida e em grande parte um deserto, será transformada. Vai tornar-se um jardim. Ela florescerá como a rosa. Vamos emprestar os especialistas deles. Vamos trabalhar juntos. Vamos fazer o mesmo em todos os países que nós, os árabes, transformamos em deserto. Vamos fazê-los florescer novamente, como costumavam ser no passado... "

 

O acordo entre Faisal e os judeus não foi adiante por causa da disputa entre ingleses e franceses pelo Oriente Médio. Ver vídeo, especialmente a partir de 9:50 min [fala de Philip Noel Baker].


Relatório britânico confirma diagnóstico de Faisal

Faisal estava certo a respeito da presença dos judeus. Veja o que diz o capítulo V do Relatório da Comissão Peel, enviada pelos britânicos para analisar a disputa entre judeus e árabes na Palestina, em 1937:

 

Em particular, os árabes se beneficiaram com os serviços sociais, que não poderiam ter chegado à escala atual sem a receita obtida dos judeus. Muitas das terras cultivadas pelos judeus, onde hoje crescem laranjais, eram dunas de areia ou pântanos incultos quando foram compradas. Havia no momento da venda destas terras pouca evidência de que os proprietários possuíam tanto os recursos ou treinamento necessários para desenvolvê-las”. 

 

No entanto, em 16 de setembro de 1922, em apenas uma canetada – e em violação ao Artigo 5 dos termos do Mandato-, os britânicos transformaram milhares de “palestinos” em transjordanianos: todo o território a leste do Jordão passou a ser chamado de Transjordânia e administrado pela Casa Hashemita (da atual Arábia Saudita), aliada dos britânicos e... dona do petróleo. Afinal, o príncipe Abdullah bin Hussein precisava de um reino.

 

Resultado: 70% da população da atual Jordânia têm origem palestina. Os outros 30% são de origem beduína.  A Jordânia, criada em 1946, já foi parte da Palestina – de 1917 a 1922. Por que ninguém pede aos jordanianos que se retirem dos “territórios ocupados”?

 

Em outra violação ao Artigo 5, as colinas de Golã passaram em 1923 aos franceses, que administravam o território sírio. A “Palestina histórica” estremeceu no túmulo, quando 77% do Lar Nacional Judaico, definido na Conferência de San Remo, literalmente sumiu do mapa e o Golã “migrou”, de um golpe, dos ingleses para os franceses.

 

Como se não bastasse, os ingleses proibiram em setembro de 1922 a emigração judaica para a Transjordânia, violando o Artigo 9 dos termos do Mandato. Voltaram a violar o mesmo artigo, em 1939, ao limitar a emigração judaica à Palestina que “sobrou” – isso no contexto da violentíssima perseguição aos judeus, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

 

Assim, a região da Palestina encolheu 77%, ficando com a configuração conhecida hoje, conforme o mapa abaixo:




Fonte: Aish.

 

 

Não encontramos a “Palestina histórica”

 

A “Palestina histórica” é meio volúvel, não? Com todas as mudanças ao sabor do vento e do humor britânico, francês, otomano, mameluco, cruzado, árabe, bizantino, romano, sírio e jordaniano, será que a propaganda anti-Israel insistirá em falar nela?

 
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A FALSIFICAÇÃO DOS MAPAS

Depois deste grande panorama histórico, chegamos finalmente aos mapas falsificados, que iniciam sua “gestão” sob o Mandato Britânico na Palestina, em 1946.


 


1) O primeiro mapa, do ano 1946, é falso desde a medula.

Para começar, a proposta da ONU de Partilha da Palestina é de 1947. Em 1946, havia apenas o Mandato Britânico sobre a Palestina, e não dois Estados, ou seja, não é possível usar em 1946 os nomes Israel e Palestina.

Se o mapa quisesse mostrar a presença de árabes e judeus, também seria falso. Veja abaixo mapa da ONU que mostra a situação em 1945: o número de judeus é muito superior àquele que o “mapa” de 1946 apresenta. O auge da falsificação é apresentar o deserto do Negev [designado no mapa da ONU como “Beer Sheba”] como “Palestina”, sendo que 85% das terras - desérticas – eram públicas.

Propriedade da terra na região da Palestina em 1945. Fonte: ONU.

 

Além disso, a propaganda anti-Israel “esquece” de mencionar o mapa da partilha proposta em 1937 pela Comissão Peel: 80% do território para um Estado árabe; e 20%, para um Estado judeu (veja mapa abaixo).

 

No entanto, o Mufti de Jerusalém (sim, aquele, o incitador da violência palestina e amigo de Hitler), rejeitou a proposta, inaugurando a longa de série de rejeição, pelos palestinos, de todas as propostas de paz. 


 

Proposta de partilha da Comissão Peel (1937). O Estado judeu ficaria dentro do território com contorno preto. A área quadriculada é um corredor que ficaria sob administração do Mandato Britânico e inclui as cidades de Jerusalém e Jaffa.


 

O Mufti foi o principal responsável por transformar judeus e árabes em inimigos, ao iniciar a violência palestina, na década de 1920, ao recusar a Partilha proposta pelos ingleses, em 1937, e pela ONU, em 1947, quando incitou a violência entre populações que, em sua maioria, trabalhavam juntas, como se pode ver na foto abaixo.

 


Não aparece no “mapa” da propaganda: Judeus e árabes trabalham juntos no empacotamento de laranjas em Rehovot, ano 1934. Foto: Library of Congress.

 


O relatório da Comissão Peel, de 1937, já citado acima, afirma que “Muitas das terras cultivadas pelos judeus, onde hoje crescem laranjais, eram dunas de areia ou pântanos incultos quando foram comprados. Havia no momento da venda destas terras pouca evidência de que os proprietários possuíam tanto os recursos ou treinamento necessários para desenvolvê-las. ”

 

 

2) O mapa da Partilha da Palestina

 

 
Mapa falso             M apa real

Novamente, há um show de falsificações:

FALSIFICAÇÕES GRÁFICAS

A área palestina ao Sul é bem maior do que a mostrada pelo mapa falso.

Ao Norte, não existe um corredor tão extenso entre as áreas palestinas.

No centro, não existe uma área judaica (mostrada em branco no mapa falso). O plano de partilha previa que Jerusalém teria controle internacional.


FALSIFICAÇÕES HISTÓRICAS

A maior das falsificações não pode aparecer no mapa: os países árabes e os palestinos NÃO aceitaram a proposta de Partilha da ONU, de 29 de novembro de 1947 (Resolução 181).

No dia seguinte à resolução da ONU, aceita e comemorada pelos judeus, a liderança palestina incitou uma espiral de violência, contra a vontade da própria população palestina [ver Karsh,   “1948, Israel, and the Palestinians: Annotated Text”, na Revista Commentary].


Judeus comemoram em Jerusalém a Partilha da Palestina. Edição de 30 de novembro de 1947 do New York Times.

 


Violência árabe na Palestina começou logo após a decisão da Partilha. Edição de 1º de dezembro de 1947 do New York Times.

 

No dia da saída dos britânicos da Palestina, 14 de maio de 1948, os judeus criaram Israel. Cinco países árabes - Egito, Síria, Transjordânia (atual Jordânia), Iraque e Líbano-, em desrespeito flagrante à resolução 181, atacaram Israel um dia após sua independência. O Estado judeu foi deixado à própria sorte pela comunidade internacional. A guerra durou até 1949. Mesmo em grande desvantagem numérica, Israel venceu. 

Os principais exércitos árabes que invadiram o Estado judeu recém-criado foram equipados e treinados pelos britânicos. O exército sírio foi equipado pelos franceses e tinha recebido ordens do governo de Vichy para resistir à invasão britânica do Oriente Médio durante a Segunda Guerra. 

Já Israel dependeu quase que unicamente de armas compradas na então Tchecoslováquia. No final de 1947, o Departamento de Estado americano decretou um embargo de armas e material de guerra para judeus e árabes na Palestina, uma decisão que só teve um efeito na prática. Como não havia comunidade árabe na América do Norte, mas uma comunidade judaica substancial e ansiosa para ajudar os israelenses, o embargo impediu que grande parte desta ajuda chegasse ao seu destino. O pequeno número de suprimentos e armas enviados a Israel da América do Norte chegou por contrabando.

Um grupo de pilotos veteranos da Segunda Guerra Mundial se ofereceu para lutar por Israel, contrabandeando aviões Messerschmitt sucateados. O documentário “Acima e Além” [“Above and Beyond”, no original] conta a história desse grupo e mostra como ele não apenas evitou a destruição do Estado judeu, como também criou as bases para a Força Aérea israelense. O filme revela que, em 1948, Israel dispunha de apenas três aviões em condições de voar.

Composto em 80% por cenas de arquivo, mostra a desproporção das forças em combate (com cenas de Tel Aviv bombardeada pela Força Aérea egípcia e tanques egípcios avançando sem resistência pelo deserto do Negev). Não há como afirmar que Israel estava preparado para a guerra; 6.000 soldados judeus morreram no conflito, quase 1% da população de Israel na época. Veja o trailer, especialmente a partir de 3:00 min: https://www.youtube.com/watch?v=6NH5FYlCrts

Apesar de tudo - e com a morte de 1% de sua população durante um ano de guerra - Israel venceu. A intransigência árabe criou o problema dos refugiados palestinos. Criou também a "causa palestina" e a tão citada Nakba, a catástrofe palestina.


Uma parte dos palestinos fugiu, outra saiu a pedido dos próprios países árabes invasores - que lhes garantiram que poderiam voltar assim que a guerra estivesse ganha-, e outra parte foi expulsa (a propaganda "pró-palestina" clássica afirma que todos foram expulsos), e mesmo estes o foram em um contexto de guerra. Não houve política deliberada de expulsão – e nem poderia haver, porque Israel foi o atacado e não o agressor. Boa parte dos palestinos ficou em Israel; eles são hoje 20% da população – , artistas, estudante universitários, médicos, engenheiros, jogadores de futebol, ministros na Suprema Corte. A Lista Árabe é o terceiro partido no Parlamento.

Fato: se os árabes tivessem aceitado a Partilha, os palestinos não teriam sido desalojados.

O próprio Mahmoud Abbas reconheceu (apenas em 2011) o erro árabe, ao não aceitar a Partilha.  Não é muito difícil ver a dimensão deste erro. Voltemos ao mapa:



 

Note-se que o deserto do Negev, ao sul de Bersheba – única grande cidade do Negev, que ficaria no Estado árabe-, é uma região pouco habitada até hoje, e representava 60 % (8.600 km2) da área designada ao Estado judeu. Na parte não desértica, a área árabe (11.700 km2) seria o dobro da área judaica (5.700 km2). Para efeito de comparação, a área do Estado de Sergipe é 21.900 km2.

 

3) Período 1949-1967


Este mapa é motivo de chacota: Depois de os palestinos terem rejeitado a Partilha da Palestina, em 1947, e lançado uma guerra contra Israel, a propaganda “reclama” que o território palestino diminuiu...

Só que o território indicado como "palestino" nem era palestino: esta
 falsificação é ainda mais grotesca. Após a guerra de 1948-49, Jordânia e Egito conquistaram parte dos territórios que a partilha havia designado para um Estado palestino: Cisjordânia e Faixa de Gaza, respectivamente. Não existiu nesse período (nem em qualquer outro), um Estado palestino. A Jordânia anexou Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, em 1950, enquanto que o Egito controlou Gaza de forma a não permitir a formação de um Estado independente.

Assim, o verdadeiro mapa do período 1949-1967 é este:


Fronteiras de Israel no período 1949-1967. 
 

Quem “roubou” o Estado palestino? Egito e Jordânia. Pois é, gente, os territórios conquistados por Israel em 1967 não eram palestinos, mas egípcios e jordanianos, que ameaçaram aniquilar Israel. Mais: a Organização para Libertação da Palestina foi fundada em 1964, quando a situação política era a mostrada pelo mapa acima. Qual Palestina a OLP pretendia libertar?  Registro: a OLP só reconheceu Israel em 1988; o Hamas, nunca.

Um “pequeno” detalhe deste período. Assinado em abril de 1949, o armistício com a Jordânia previa que o país permitiria o acesso dos israelenses ao monte Scopus, onde ficavam a Universidade Hebraica e o Hospital Hadassah, mas os jordanianos violaram o acordo, e o acesso foi bloqueado. O Artigo VIII do armistício assinados trata da retomada do "funcionamento normal das instituições culturais e humanitárias no Monte Scopus e do acesso aos mesmos”. Mas, na Jordânia, essa cláusula não “pegou”.



Este era o estado de abandono do Hospital Hadassah, em 1958. Resultado: os árabes da região deixaram de ter acesso ao hospital.

Uma das outras cláusulas que não “pegou”: os jordanianos proibiram os judeus de visitar o Muro das Lamentações. E 58 sinagogas foram destruídas ou dessacralizadas.

 

O MITO DA NAKBA

É imperativo notar ainda que os palestinos chamam o dia da Independência de Israel de dia da Nakba [Catástrofe], e a propaganda adora repetir isso.

Sentimos informar que o conceito de Nakba foi criado por motivos políticos, bem após a guerra de 1948-49.

O historiador Efraim Karsh, professor titular do King’s College de Londres e estudioso do período, afirma que "em nenhum lugar havia, em 1948, o colapso e a dispersão de sociedade árabe palestina, a ‘Catástrofe’, como passou a ser chamada no discurso palestino e árabe, descrita como uma espoliação sistemática dos árabes pelos judeus”.

Karsh cita um líder palestino da época, Musa Alami, que disse que "se os palestinos acabaram deixando suas terras, não foi por covardia, mas porque perderam a confiança no sistema de defesa existente."

Uma declaração do chefe da missão britânica no Cairo, Sir John Troutbeck, em visita a Gaza, em 1949, é mais contundente: "Nós sabemos quem são nossos inimigos – dirão os refugiados árabes. E eles estão se referindo a seus irmãos árabes que os convenceram, desnecessariamente, a deixar suas casas. "

Em 1948-1949 ninguém entre os palestinos falava sobre os judeus como responsáveis pela sua situação. Refugiados em Gaza, em 1949, disseram aos britânicos: ”Vejam, nossos líderes, os árabes, empurraram-nos para fora. Não foram os judeus, então não posso pensar que você precisa de muito mais do que isso [para entender a situação]".

Nos anos 1950, Karsh diz que a narrativa começou a mudar. "Líderes árabes desacreditados como o Mufti e outros iniciaram uma tentativa de se autoabsolver ou se reabilitar perante os palestinos. Ao mesmo tempo, a situação dos refugiados palestinos passou a ser usada como uma ferramenta no conflito árabe-israelense”.

Parte dos palestinos foi expulsa durante a guerra [causada pelos árabes, nunca é demais lembrar. Ver entrevista com o historiador israelense Benny Morris no programa Roda Viva (53:30 min) em 23 de junho de 2014], assim como outra parte saiu convencida pelos países árabes de que poderia voltar após a vitória na guerra, como vimos acima; outra parte saiu à força, evacuada pelas tropas da Legião Árabe que ocupavam as aldeias para usá-las como postos militares [cf. Karsh, em Palestine Betrayed, p. 182]; outra parte saiu por não confiar no sistema de defesa árabe [cf. Karsh]; outra parte – sobretudo a elite, saiu porque esperava que os camponeses fossem lutar por ela [cf. Karsh]. E outra parte ficou em Israel. Hoje, os árabes-israelenses são 20% da população, e o Partido Lista Árabe é o terceiro maior do parlamento.

A historiografia palestina reluta em aceitar estes fatos, o que prejudica o processo de paz com Israel. Se os árabes tivessem aceitado a Partilha, os palestinos não teriam sido desalojados. Não haveria refugiados palestinos, nem “causa” palestina, mas, sim, o Estado palestino. Como vimos, o próprio Mahmoud Abbas reconheceu o erro (apenas em 2011).


 

4) Mapa do ano 2000

Essa singela falsificação quer supostamente mostrar o mapa do acordo de Camp David, proposto por Bill Clinton, aceito por Ehud Barak e rejeitado por Yasser Arafat, no ano 2000 (já vimos palestinos rejeitarem acordos de paz antes, não?).

Veja abaixo os mapas do plano de paz, na interpretação de palestinos e americanos:


Fonte: mideastweb.org.
 

O mapa à direita mostra a proposta de Clinton como interpretada pelo negociador americano Dennis Ross. O mapa à esquerda mostra a mesma proposta interpretada pelos palestinos. Mesmo este mapa é muito distante da falsificação acima. Os mapas não mostram a troca de terras para compensar os assentamentos anexados por Israel (veremos abaixo os locais desta troca de terras, no mapa de 2008). 

Mais um mapa esquecido

 

Como não seria possível “refalsificar” mapa muito parecido ou, talvez porque o próximo mapa falsificado tivesse que ser totalmente branco (100% Israel), a propaganda deixou de lado o plano proposto por Ehud Olmert a Abbas, em 2008, muito semelhante ao proposto em Camp David. E também rejeitado...


As áreas vermelhas seriam cedidas por Israel ao Estado palestino como compensação pelos assentamentos (em azul) que passartaim a fazer parte de Israell. Fonte: Camera.org.



Esboço desenhado por Mahmoud Abbas, após encontro com o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Note-se que Abbas desenhou as áreas que seriam cedidas ao Estado palestino. Fonte: Tee Tower..


"No final do encontro", disse Olmert em 2013 ao site The Tower, “chamamos Saeb Erekat e Shalom Turjeman. Pedimos-lhes para voltarem no dia seguinte, juntamente com os peritos do mapa, para chegarmos a uma fórmula final para a fronteira.  Mas, no dia seguinte, Erekat ligou para Turjeman e disse que não podiam se reunir para finalizar o acordo de paz, porque ele "tinha esquecido que Abbas devia ir a Amã!" Erekat disse que voltariam a se encontrar na semana seguinte. "Estou esperando desde então", disse Olmert.

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