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Fisesp e Arqshoah/USP unem-se para garantir continuidade do projeto de memória do Holocausto

02 Fev 2017 | 16:52
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A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e o Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP [LEER], firmaram uma parceria para evitar que os trabalhos do projeto Arqshoah - Arquivo Virtual sobre Holocausto e Antissemitismo sejam interrompidos pela falta de recursos provocada pela crise econômica.

O Arquivo tem como objeto a história e a memória dos sobreviventes de campos de extermínio e refugiados do nazifascismo radicados no Brasil e conta com um acervo de centenas de entrevistas.

O objetivo da parceria é garantir o registro dos testemunhos e a preservação dos documentos. Uma comissão foi formada para auxiliar na captação de recursos. Participam dela a professora Maria Luiza Tucci Carneiro, responsável pelo LEER e pelo projeto Vozes do Holocausto/Arqshoah; Ricardo Berkiensztat, Morris Ely e Ana Lucia Livovschi, representando a Fisesp; Márcia Feldon Borger, Verônica Cattan, George Legmann e Gabriel Zitune, membros da comunidade judaica.

O acervo do Arqshoah tem hoje 246 entrevistas em áudio e/ou vídeo, além de milhares de fotografias e documentos diplomáticos, pesquisados pela equipe coordenada pelas Tucci Carneiro e Rachel Mizrahi. Ao mesmo tempo, os acervos dos sobreviventes estão sendo digitalizados com o objetivo de complementar as histórias de vida daqueles que escolheram o Brasil como sua pátria. Acesse o Arquivo Virtual.

O Arqshoah atua com pesquisadores bolsistas em nível de excelência e voluntários e tem como parceiros o Museu de Auschwitz, na Polônia - uma parceria inédita no país; o Museu do Holocausto de Curitiba, o único sobre o tema no Brasil; o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro; o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro; além da Conib, Fisesp, B’nai B’rith e Unibes.

Tucci lembra que esta é última geração de sobreviventes que ainda está entre nós e que é preciso registrar seus testemunhos com a maior urgência. “Os reflexos da crise estão dificultando a realização deste trabalho, que necessita de recursos complementares mensais para que tenha prosseguimento por mais 12 meses. Sem apoio financeiro, a sua continuidade está ameaçada, assim como os testemunhos dos sobreviventes”, informa.

Os interessados em colaborar com o projeto podem contatá-la via malutucci@gmail.com





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