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Venezuela pode ter emitido passaportes a pessoas ligadas ao terrorismo, reporta a CNN

09 Fev 2017 | 16:51
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A vista deslumbrante que cerca Misael Lopez em Toledo, na Espanha, desmente sua ansiedade constante e, mesmo, o medo. Isso porque o ex-assessor jurídico da Embaixada da Venezuela no Iraque está revelando segredos que ele diz que seu governo não quer revelar. "Estou preocupado com minha segurança e com a segurança de minha família ", diz López enquanto caminha pelas ruas da cidade espanhola.

O diplomata, de 41 anos, relata o que diz ser um esquema para vender passaportes e vistos por milhares de dólares fora da embaixada e afirma que repetidamente recusou ofertas para obter uma parte do dinheiro. Mas foi a resposta de seu governo - que negou suas alegações - que mais o surpreendeu.

A CNN e a CNN en Español fizeram por um ano uma investigação conjunta, que revelou graves irregularidades na emissão de passaportes e vistos venezuelanos, incluindo alegações de que passaportes foram entregues a pessoas ligadas ao terrorismo.

A investigação envolveu o exame de milhares de documentos e a realização de entrevistas nos Estados Unidos, Espanha, Venezuela e Reino Unido. Um documento de inteligência confidencial obtido pela CNN vincula o novo vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, a 173 passaportes e documentos de identidade venezuelanos emitidos a pessoas do Oriente Médio, incluindo pessoas ligadas ao grupo terrorista Hezbollah.

A acusação de que o país estava emitindo passaportes para pessoas que não são venezuelanas surgiu no início dos anos 2000, quando o presidente do país era Hugo Chávez, mostram entrevistas e registros. Um passaporte venezuelano permite a entrada em mais de 130 países sem visto, incluindo 26 países da União Europeia. Para entrar nos Estados Unidos, é necessário um visto.

Ao longo da investigação da CNN, López forneceu documentos que mostram que ele disse diversas vezes aos funcionários venezuelanos sobre o que descobriu. Mas em vez de investigar, segundo ele, o governo o atacou por revelar informações confidenciais. Funcionários americanos também foram informados sobre suas descobertas. "Você não pode ser um policial, e um ladrão ao mesmo tempo", disse Lopez. "Eu decidi ser um policial e fazer a coisa certa."  

Fazer a coisa certa tem-lhe custado caro. Leia a reportagem completa no site da CNN.





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