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Reunificação de Jerusalém, há 50 anos, garantiu pela 1ª vez controle das 3 religiões nos locais sagrados

23 Mai 2017 | 12:30
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Os lugares santos de Jerusalém têm sido fonte de conflito ao longo da história. Na época do Império Turco Otomano, nos séculos 18 e 19, surgiram controvérsias quando países europeus estenderam sua proteção sobre comunidades cristãs na Palestina e sobre os seus lugares sagrados. Para regular o status das diferentes comunidades nestes locais, o governo otomano promulgou alguns firmans (decretos do sultão) sobre o tema, o mais importante deles em 1852. Esse decreto determinou os poderes e direitos do islamismo e das várias denominações cristãs em seus lugares sagrados e tornou-se conhecido como o “Status Quo”.

Ele foi concedido aos muçulmanos sobre o Monte do Templo e aplicado aos seguintes locais sagrados para os cristãos: em Jerusalém, a Basílica do Santo Sepulcro e suas dependências, a Capela da Ascensão no Monte das Oliveiras e ao túmulo da Virgem Maria; em Belém, a Igreja da Natividade, a Gruta do Leite e o Campo dos Pastores.

Com a queda do Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial, o controle da região passou para os britânicos. Eles mantiveram o status quo dos lugares sagrados para os cristãos e muçulmanos, e estenderam-no para os judeus no Muro das Lamentações e na Tumba de Rachel.

Entretanto, em 1924, o Reino Unido adotou uma legislação que estipulava que "nenhuma causa relacionada com os lugares santos, edifícios religiosos, direitos ou reivindicações relativas às diferentes comunidades religiosas na Palestina será ouvida ou determinada por qualquer tribunal na Palestina". Embora o decreto não o dissesse expressamente, essas questões deveriam ser tratadas pelo Alto Comissariado britânico.

Entre 1948 e 1967, quando a Jordânia tomou o controle de Jerusalém Oriental (que anexou em 1950), os judeus foram impedidos de acessar seus lugares sagrados. Nesse período, 58 sinagogas foram destruídas ou dessacralizadas.

Somente após a Guerra dos Seis Dias, quando Jerusalém foi reunificada, as três grandes religiões monoteístas passaram a ter controle sobre seus lugares sagrados: O Monte do Templo, onde se encontra a Mesquita de Al Aqsa é administrado pela Jordânia; diversas denominações cristãs controlam seus lugares sagrados.

No dia da conquista da Cidade Velha, Moshe Dayan discursou no rádio, diretamente do Muro da Lamentações,assegurando a liberdade religiosa:

Esta manhã, as Forças de Defesa de Israel libertaram Jerusalém. Unificamos Jerusalém, a dividida capital de Israel, e voltamos ao mais sagrado dos nossos Lugares Sagrados, para nunca mais nos separarmos. Nessa hora – e com muita ênfase nessa hora-, estendemos nossa mão em paz aos nossos vizinhos árabes. E aos nossos concidadãos cristãos e muçulmanos prometemos solenemente liberdade e direitos religiosos plenos. Não viemos a Jerusalém por causa dos lugares santos de outros povos nem para interferir com os adeptos de outras religiões, mas para salvaguardar a totalidade da Cidade Sagrada e viver aqui em conjunto com os outros, em unidade", disse Dayan.

Em 27 de junho de 1967, poucos dias após final da Guerra Dos Seis Dias, o parlamento israelense aprovou uma lei, válida até hoje, garantindo que os lugares santos das diferentes religiões seriam protegidos de profanação e de qualquer outra violação.





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