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Instituto Brasil-Israel surge para combater visões maniqueístas do conflito israelo-palestino

10 Ago 2017 | 16:32
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O Instituto Brasil-Israel, cujo lançamento oficial aconteceu nesta quarta-feira (9), em São Paulo, foi criado com o objetivo de combater as narrativas maniqueístas e caricaturas ideológicas a respeito do Estado de Israel e do conflito palestino-israelense. Sua proposta é expor a complexidade do assunto, abrindo caminho para o diálogo e pluralidade de opiniões.

“As visões de que o conflito entre israelenses e palestinos seja o da civilização contra a barbárie ou de que seja consequência do ‘imperialismo’, com opressores e oprimidos, apenas reforçam estereótipos”, afirma David Diesendruck, presidente do IBI. “Precisamos superar a noção de que a sobrevivência de um povo depende da derrota do outro”, completa.

O IBI investiu na criação de um portal de informações com análises, artigos, entrevistas e notícias e amplifica o conteúdo por meio de seus perfis no Facebook, Twitter e YouTube.

“Notamos uma carência de material acadêmico em português sobre assuntos relacionados a Israel e suas relações no Oriente Médio. Diante deste cenário, incentivamos a elaboração de pesquisas, produção de conteúdo e realização de palestras e seminários com professores universitários”, explica Andre Lajst, diretor-executivo do instituto.

O Conselho Acadêmico do IBI tem a participação de Gilberto Sarfati, Heni Ozi Cukier, Michel Gherman e Samuel Feldberg, entre outros. Eles escreverão periodicamente sobre conflitos e desafios das sociedades israelense e palestina. “A ideia é explorar a pluralidade dos nossos colaboradores e oferecer ao leitor uma vasta gama de opiniões”, completa Lajst.

Por meio deste conjunto de ações, o IBI pretende ser uma fonte de informação para jornalistas, alunos, professores e demais interessados sobre esses temas.

Para Bruno Laskowsky, presidente da Fisesp, "a constituição do IBI atende a uma demanda da comunidade judaica. A gente precisa ter mais conhecimento. As pessoas debatem talvez sem ter um nível de entendimento de uma situação muito complexa de geopolítica, da região onde Israel está inserido. E a Federação Israelita está convicta de que temos muito bons argumentos, só temos que saber como expressá-los, como trabalhá-los, como fazê-los mais digitais".

Sergio Napchan, diretor de Relações Institucionais da Conib, fala sobre a importância do Instituto: “A Conib tem um alcance que vai muito além da cidade de São Paulo. Gostaríamos de ampliar esse conhecimento para as demais comunidades espalhadas pelo Brasil. O trabalho do IBI é bastante profissional, ancorado em conteúdo acadêmico consolidado, e atenderá uma grande carência”.

O IBI pretende ser uma fonte de informação para jornalistas, professores, alunos e demais interessados sobre esses temas. Leia abaixo os princípios do Instituto:


Sergio Napchan, David Diesendruck e Andre Lajst. Foto: Divulgação.





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