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"Relação entre Brasil e Israel está acima dos governos", diz ministro

09 Mar 2018 | 09:45
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Após deixar o Oriente Médio onde esteve, em Israel, acompanhado pelo presidente da Conib, Fernando Lottenberg, o ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira destacou a importância da viagem para uma reaproximação entre Brasil e o Estado judeu. “Minhas conversas tanto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quanto com o presidente Reuven Rivlin foram excelentes. Todos os assuntos que conversamos foram de uma agenda positiva. A relação entre os dois países, as possibilidades enormes de cooperação que nós temos, além daquelas que já estão em curso”, disse ele, ontem, em evento no Paraguai, em entrevista exclusiva a Eugenio Goussinsky, do R7.

Perguntado se uma mudança de governo brasileiro, após as próximas eleições, pode afetar a posição do país em relação a Israel e ao Oriente Médio, ele disse: “Nossa posição em relação a Israel é uma postura do Estado brasileiro, há muitos anos independe e está acima de governo e de regime político, é uma continuidade. Se pegarmos discursos de ministros das Relações Exteriores brasileiros na ONU, haverá uma ou outra diferença de ênfase, mas, no fundo, é a mesma posição brasileira desde os anos 60 até agora”.

Foi a primeira visita oficial de um chanceler brasileiro a Israel em 8 anos. O ministro também visitou o Líbano, a Jordânia, além de ter se encontrado com o presidente da AP (Autoridade Palestina), Mahmud Abbas. “O primeiro-ministro aceitou o convite que fizemos para ele vir ao Brasil (em junho ou no máximo até o início da campanha eleitoral), acompanhado de uma delegação empresarial. Teremos também uma reunião de empresários brasileiros e israelenses com o objetivo de avançarmos em nossas relações econômicas”. “O presidente Michel Temer já tinha se encontrado com o primeiro-ministro Netanyahu em Nova York (Assembleia Geral da ONU, em setembro último). Trata-se de uma relação normal, que passou por algumas divergências, mas que absolutamente não se sobrepõem às convergências que temos”.

Sobre o encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, dias depois, ele afirmou: “Há uma grande expectativa em relação a uma proposta americana que até agora não está na mesa, em relação à paz na região. A posição oficial palestina foi exposta pelo Abbas nas Nações Unidas, e ele disse novamente que os Estados Unidos não podem mais ter o monopólio da intermediação do processo, obviamente não sendo excluídos, e não poderiam ser, mas participando de uma interlocução mais ampla, com União Europeia, Rússia e outros países”. “Abbas me perguntou se o Brasil estaria disposto a participar e eu disse que, se formos convidados não negaríamos. Nossa posição é muito clara há muitos anos, somos a favor de uma negociação, da existência de dois Estados com fronteiras seguras, respeitadas por todos. E que o status de Jerusalém seja definido de modo a permitir o livre acesso dos adeptos das religões, é uma postura conhecida, a do Brasil”. Leia mais.





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