Organizações judaicas do Brasil condenam ataques a mesquitas na Nova Zelândia

Organizações judaicas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e Brasília condenaram os ataques a duas mesquitas na Nova Zelândia na sexta-feira (15) e manifestaram apoio e solidariedade às famílias das vítimas.

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) afirmou que “não se pode tolerar que vidas inocentes sejam tiradas em nome de nenhuma ideologia, crença, fé ou discordância política e religiosa”. “Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas e com toda a comunidade muçulmana. Que Deus, Todo Poderoso, possa diminuir a dor de todos e iluminar a cabeça dos seres humanos na busca pela paz, tolerância e respeito”, diz a nota assinada pelo presidente, Luiz Kignel, e pelo presidente executivo, Ricardo Berkiensztat.

A FIERJ (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) “repudia veementemente os ataques simultâneos sofridos por duas mesquitas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou 49 mortos e outras 48 pessoas gravemente feridas. Um crime de ódio revoltante, inaceitável e incompreensível”.

A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) afirmou: “É com profundo pesar, que a a FIRS manifesta suas condolências aos familiares e vítimas do atentado ocorrido em duas mesquitas, nesta madrugada, na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia. Como entidade que preza pela educação, valorização da vida, justiça e democracia, a FIRS repudia todo e qualquer ato de desrespeito à liberdade e às diferenças, extremismos e violência, que não devem ser tolerados pela sociedade. Desta forma, reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos e da democracia, bem como a diversidade étnica, religiosa e social”.

A ACIB (Associação Cultural Israelita de Brasília) divulgou nota de repúdio. “Solidarizamo-nos com as famílias das vítimas, a comunidade muçulmana, o povo e o governo neozelandeses e apresentamo-nos dispostos a ajudar a combater radicalismos políticos e a difusão de ideias de supremacia racial”, diz o texto assinado pela presidente da entidade, Tamara Socolik.

Em nota conjunta, o arcebispo metropolitano dom Jaime Spengler e o presidente da Sociedade Israelita Brasileira (Sibra), rabino Guershon Kwasniewski, repudiaram o atentado. “Templos são locais de elevação espiritual, de promoção da vida e não de morte. Rezemos e trabalhemos por um mundo melhor”, afirmam as duas autoridades religiosas na nota.

O CIRN – Centro Israelita do Rio Grande do Norte – manifestou “solidariedade com os irmãos muçulmanos pelo trágico ato de terror que ceifou vidas inocentes nas mesquitas de Masid Al Noor e Linwood, na Nova Zelândia, demonstrando imenso desprezo pela mais bela e sagrada criação de D’s: a vida humana”. “Nossas preces e pensamentos estão com as famílias das vítimas e toda comunidade muçulmana do Rio Grande do Norte”. “Que Deus possa diminuir a dor de todos e iluminar a humanidade na busca da paz, da tolerância, do respeito e do amor fraterno”, diz a nota assinada por Flávio Hebron, presidente do Centro Israelita do Rio Grande do Norte.

No domingo pela manhã, a Federação Israelita do Paraná participou, com outras lideranças religiosas, de uma solenidade na mesquita central em Curitiba em homenagem às vítimas dos ataques na Nova Zelândia.”Foi muito emocionante. Falamos em nome da comunidade judaica do Paraná e levamos nossa mensagem de apoio, não só à comunidade muçulmana local, mas mundial. É obrigação de qualquer ser humano que pratica a justiça vir a público manifestar solidariedade e repúdio”, disse o presidente da Federação do Paraná, Isac Baril. Esteve presente no ato o xeque Amir, entre outros religiosos.