Rabino é gravemente ferido em ataque considerado antissemita em Buenos Aires

O rabino Gabriel Davidovich, da organização judaica argentina AMIA, foi gravemente ferido ao ser atacado dentro de sua casa, em Buenos Aires, por agressores que gritavam: “Sabemos que você é o rabino da AMIA”. Durante o ataque, a esposa do rabino foi contida pelos agressores, que levaram dinheiro e joias do casal. O rabino foi hospitalizado em estado grave, com várias costelas quebradas e pulmões perfurados, segundo informou o La Nacion.

O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, enviou carta à AMIA. “A comunidade judaica brasileira, por meio da Conib, se solidariza com a comunidade judaica argentina e com a AMIA pelos mais recentes atos de antissemitismo em seu país. Ataques contra cidadãos de origem judaica são uma prova cabal de como a praga do antissemitismo está crescendo no mundo de forma indiscriminada e preocupante”. “Nós devemos nos unir e empreender, vigorosamente, a luta contra o ódio e o fanatismo. A história já nos mostrou onde eles podem chegar. A luta da comunidade judaica argentina é nossa também. Contem conosco”, diz a mensagem.

A AMIA, representante da comunidade judaica argentina e cuja sede foi alvo de um ataque terrorista, em 1994, que deixou 85 mortos e mais de 300 feridos, disse em comunicado que os comentários dos agressores são motivo de “alarme”. “Com extrema consternação, a AMIA expressa sua profunda preocupação”, afirmou a organização em comunicado.

Em 1992, dois anos antes do ataque à AMIA, a embaixada israelense em Buenos Aires também foi alvo de ataque terrorista. Ambos os ataques foram atribuídos ao Hezbollah e a funcionários iranianos.

A DAIA considerou o ataque antissemita e pediu às autoridades que “tomem providências” urgentes para elucidar o crime, ligando o ataque a outros atos antissemitas na Europa. O grupo sionista Avoda também classificou o ataque de antissemita.

O CEO e vice-presidente executivo do Congresso Judaico Mundial, Robert Singer, disse que o ataque ao rabino Davidovich é “preocupante”. “Ainda não está claro se este foi um crime de ódio antissemita ou ato criminoso comum, mas acreditamos que as autoridades farão tudo o que estiver ao seu alcance para determinar o motivo e trazer os responsáveis à justiça”, disse.

A vice-presidente da ADL, Sharon Nazarian, pediu às autoridades a “rápida elucidação deste ataque de ódio”. O ataque ao rabino foi notícia nos principais jornais argentinos e internacionais (Joshua Davidovich, Times of Israel).