Resposta da UE ao Irã lembra a omissão de países diante do avanço do nazismo antes da 2ª Guerra, diz Netanyahu

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou nesta segunda-feira (15) a resposta da União Europeia às violações do Irã ao acordo nuclear, afirmando que a atitude do bloco lembra a omissão de países europeus diante do avanço do nazismo antes da Segunda Guerra Mundial.

“Isso me lembra a omissão de países europeus nos anos 1930”, disse Netanyahu em declaração em vídeo em hebraico publicada no Facebook. “Também houve aqueles que enfiaram a cabeça na areia e não viram, ou não quiseram ver, o perigo se aproximando”, disse Netanyahu, ao reafirmar que o programa nuclear iraniano não representa apenas uma ameaça a Israel, mas a todo o mundo.

“Parece que há pessoas na Europa que não vão acordar até que os mísseis nucleares iranianos caiam em solo europeu. Mas aí, é claro, será tarde demais”, disse Netanyahu. “De qualquer forma, continuaremos a fazer o que for necessário para impedir que o Irã consiga armas nucleares”, advertiu.

Além da Rússia, dos EUA e da China, assinaram o acordo a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha.

Os Estados Unidos, abandonaram o acordo nuclear com o Irã no ano passado, considerando-o insuficiente. E, neste ano, após a adoção de novas sanções americanas, o Irã passou a pressionar os países europeus signatários do acordo nuclear para que adotem alternativas às medidas dos EUA. Em seguida, o Irã anunciou que está enriquecendo urânio acima do limite estabelecido no acordo, o que levou Israel a pedir aos países europeus signatários do pacto que sigam os EUA e adotem sanções a Teerã.

Ontem, a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini , afirmou que o acordo sobre o programa nuclear do Irã, assinado em 2015, não está em seus melhores dias, mas continua vivo. Após reunião em Bruxelas para avaliar a situação do acordo nuclear, especialmente depois que o Irã deixou de cumprir algumas de suas obrigações no plano, Mogherini disse que nenhum dos atuais signatários mostrou intenção de acionar o ‘Mecanismo de Disputas’. “Nenhum dos integrantes do acordo sinalizou sua intenção de invocar esse artigo, significando que nenhum deles, até agora e com base em informações da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), considerou que as violações foram significativas”.