Rivlin pode dar um primeiro mandato a Netanyahu, diz imprensa

Computados os votos finais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ganhou uma cadeira a mais no Knesset, ficando com 32 assentos, um a menos que o seu adversário mais próximo, Benny Gantz, do Azul e Branco, fazendo com que a mídia israelense divulgasse uma série de especulações sobre os possíveis resultados das negociações entre os partidos para a formação do novo governo.

Netanyahu conta com o apoio de um bloco de 55 parlamentares, contra os 54 de Gantz. Ambos, porém, não alcançaram a maioria de 61 cadeiras (das 120) no Knesset e já começam a circular rumores de que o presidente Reuven Rivlin dará primeiro a Netanyahu a tarefa de formar o novo governo. Outras versões indicam que esses rumores seriam uma forma de o presidente pressionar os dois blocos a chegarem num acordo para formar um governo de união. Há também rumores de que em eventual governo rotatório, Gantz cederia a Netanyahu um primeiro mandato mais curto em troca de ele vir a ocupar um período mais longo no governo.

Representantes do Azul e Branco e do Likud se reuniram ontem por quase duas horas para discutir a formação de uma coalizão de governo, mas não concordaram em representar os blocos um do outro em eventual governo de unidade.
O Azul e Branco deixou claro que não pretende negociar com os ultraortodoxos Shas, Judaísmo Unido da Torá (UTJ) e nem com Yamina.

Em reunião agendada para amanhã à noite na residência de Rivlin, Netanyahu e Gantz informarão o presidente sobre o avanço das negociações para a formação de um governo de unidade.

Como as questões centrais permanecem sem solução, incluindo quem deve liderar o governo e qual será a composição dos membros da coalizão, é provável que o presidente conceda ao atual primeiro-ministro a missão de ser o primeiro a tentar formar um governo.

Netanyahu terá 28 dias para formar uma coalizão e, se não obtiver êxito, poderá pedir mais tempo. É prerrogativa do presidente conceder uma prorrogação ou não.

Com o eventual fracasso em formar um novo governo a missão caberá a Gantz como líder do segundo maior bloco no Knesset.