Senador Ted Cruz alerta para “presença significativa” do Hezbollah na América Latina

O senador norte-americano Ted Cruz (R-Texas) pediu à América Latina que vigie a “presença significativa” do Hezbollah em seus países e o terror que a organização perpetua dentro de suas fronteiras.

“O atentado da AMIA não foi o primeiro ou o último ataque terrorista realizado pelo Hezbollah na América Latina ou em outros locais e, no entanto, mais de duas décadas após o ataque, o Hezbollah ainda está muito ativo na área da Tríplice Fronteira”, alertou Cruz, em recente evento para lembrar o atentado à bomba contra a sede da AMIA, em 1994, na Argentina, que causou a morte de 85 pessoas e deixou 330 feridos. “O crescimento do Hezbollah na América Latina continua sem controle”.

“O Hezbollah continua radicalizando pessoas na Argentina, no Paraguai e no Brasil através de mesquitas e escolas que pregam a agenda extremista do grupo”, disse Cruz. “É hora de a América Latina vigiar a presença significativa e perigosa do Hezbollah na região, e também é hora de a comunidade internacional combater os representantes iranianos onde quer que eles se encontrem – na América Latina e no Oriente Médio”.

Ele elogiou a Argentina por declarar o Hezbollah como organização terrorista.

“Na semana passada enviei uma carta ao secretário (dos EUA) Mike Pompeo, incentivando-o a exortar seus pares brasileiros e paraguaios para estarem atentos à presença do Hezbollah em seus países e ao terror que que a organização representa dentro de suas fronteiras”, disse o senador.

De acordo com Cruz, “para manter o Irã sob controle, precisamos apoiar nossos aliados, especialmente Israel, e combater os representantes do Irã no Líbano, na América Latina e em todo o mundo. Quando o aiatolá diz ‘Morte à América’ e ‘Morte a Israel'”, eu acredito nele.

Referindo-se à ameaça constante do Hezbollah, Cruz disse que “apenas oito meses atrás, em dezembro de 2018, Israel descobriu seis sofisticados túneis transfronteiriços construídos pelo Hezbollah no sul do Líbano, que incluíam escadas, um sistema ferroviário e passagens largas permitindo o movimento de equipamentos e forças destinados a causar danos substanciais a civis israelenses, possibilitando a passagem de terroristas pela fronteira para a realização de ataques assassinos”.