Soldado e estudante de yeshivá é morto em ataque terrorista na Cisjordânia; Hamas e Jihad Islâmica elogiam ação

Até o fechamento desta edição, as forças de segurança israelenses realizavam intensas buscas na Cisjordânia para prender o assassino de um soldado e estudante de yeshiva que foi esfaqueado até a morte em um assentamento na região de Gush Etzion, na manhã desta quinta-feira. As autoridades atribuem o crime a ataque terrorista.

Sorek era filho de Yoav Sorek, editor do influente Shiloach Journal do Tikvah Fund, e neto do rabino Binyamin Herling, morto em um ataque terrorista em 19 de outubro de 2000.

“Ele havia ido a Jerusalém comprar livros para presentear rabinos. Ele foi encontrado segurando os livros que comprou”, disse o diretor da yeshivá, rabino Shlomo Wilk, à Rádio do Exército.

Um grande contingente de tropas das Forças de Defesa de Israel (IDFs), da Polícia e do Shin Bet foram deslocados para a região de Etzion, ao sul de Jerusalém, informou o Exército.

A imprensa palestina informou que as tropas israelenses estenderam as operações à vila de Beit Fajjar, fora de Belém, recolhendo imagens de câmeras de segurança e realizando buscas para localizar o assassino, ou assassinos, do soldado.

Após o ataque, os militares disseram que foram mobilizadas tropas adicionais de infantaria para a Cisjordânia. “À luz de uma avaliação de segurança, foi decidido trazer reforços de infantaria para a região da Judeia e Samaria”, disse o Exército em comunicado, usando o nome bíblico para a Cisjordânia.

A Rádio do Exército informou que as forças de segurança palestinas também estavam participando das operações de busca.

A aldeia é adjacente ao assentamento de Migdal Oz, onde Dvir Sorek de 19 anos, estudava e onde foi encontrado morto na manhã de hoje.

Até o final da manhã desta quinta-feira, nenhum grupo terrorista palestino havia se responsabilizado pela morte de Sorek. No entanto, dois dos maiores grupos terroristas palestinos – o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, apoiada pelo Irã – elogiaram o ataque e indicaram que foi uma resposta a uma recente onda de demolições realizada por Israel no mês passado.

Sorek, 19, estudou no Machanayim no assentamento Migdal Oz como parte de um programa militar conhecido em hebraico como hesder. Embora fosse um soldado das IDFs, Sorek estava desarmado e não vestia uniforme no momento do ataque, e ainda nem havia iniciado o treinamento militar.

Sorek estava desaparecido desde a noite de quarta-feira. Seu corpo foi encontrado a aproximadamente 3 milhas ao longo da estrada que leva a Migdal Oz, um assentamento ao sul de Belém.

Ele estava de folga e tinha ido a Jerusalém comprar livros.

As primeiras investigações indicam que ele foi sequestrado e levado a outro local, onde foi esfaqueado e seu corpo deixado ao longo da estrada próxima a Migdal Oz.

Os jovens Naftali Fraenkel, 16, Gilad Shaer, 16, e Eyal Yifrah, 19, foram mortos na mesma área da Cisjordânia, em junho de 2014.

Nos últimos dias, o serviço de segurança Shin Bet advertiu que o Hamas se preparava para lançar ataques em Israel e na Cisjordânia, recrutando agentes locais.

“Os agentes na Cisjordânia foram instruídos a realizar sequestros, atentados e esfaqueamentos, comprar armas e recrutar agentes para atos terroristas”, disse o serviço de segurança há poucos dias.