Tensa calma no sul de Israel, após reação israelense ao lançamento de 100 foguetes de Gaza

O sul de Israel amanheceu hoje sob uma tensa calma, depois que as Forças de Defesa de Israel (IDFs) atingiram centenas de alvos do Hamas em Gaza, em represália ao lançamento de cerca de 100 foguetes contra território israelense – um deles atingiu uma casa na região central do país, em Mishmoret, deixando sete pessoas feridas, entre elas dois bebês. Tropas e tanques israelenses ao longo da fronteira de Gaza permaneceram em prontidão nesta terça-feira, horas depois de um cessar-fogo não oficial ter entrado em vigor após o último confronto entre as Forças de Defesa de Israel e o grupo terrorista Hamas em Gaza.

Na noite desta segunda-feira (25), a força aérea israelense atingiu um prédio de vários andares em Gaza, onde funcionaria o quartel-general da inteligência militar do Hamas e o escritório do líder Ismail Haniyeh. O Ministério da Saúde de Gaza disse que sete palestinos ficaram feridos nessas ações.

As IDFs montaram forte esquema de segurança na fronteira com Gaza para evitar retaliações, depois que aviões da Força Aérea israelense atingiram mais de cem alvos do Hamas.

As aulas foram suspensas em escolas de comunidades próximas da fronteira de Gaza, bem como nas cidades do sul de Be’er Sheva, Ashdod e Ashkelon

Embora grupos palestinos tenham anunciado a entrada em vigor de uma trégua, um alto funcionário israelense citado pelo Times of Israel disse que “não há cessar-fogo com o Hamas”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que antecipou seu retorno de uma visita aos EUA, esteve em constante contato com altos oficiais de segurança no voo de 12 horas de volta a Israel. Assim que chegar, Netanyahu deve se reunir com o alto comando militar para analisar a situação.

Em encontro com o presidente Trump, Netanyahu disse que Israel “responderá com rigor a essa agressividade arbitrária”.

A Jihad Islâmica Palestina divulgou comunicado, afirmando: “Se a agressão continuar, a resistência não hesitará por um momento em cumprir seu papel”.

Autoridades israelenses, no entanto, destacaram que, agora, “tudo depende do Hamas”.