Todos os sistemas de defesa aérea israelense entram em alerta em meio a temores de ataques do Irã

O chefe da Força Aérea de Israel, Amikam Norkin, disse que a rede de sistemas de defesa aérea do país entrou em alerta em meio a uma ameaça de ataque do Irã.

Nas últimas semanas, os militares começaram a acreditar que Teerã pretende retaliar as ações aéreas de Israel contra suas forças e de seu aliado Hezbollah na Síria.

As Forças de Defesa de Israel (IDFs) acreditam que isso pode assumir a forma de um ataque em larga escala envolvendo mísseis de cruzeiro e drones, semelhante aos lançados contra as instalações de petróleo na Arábia Saudita, em ação atribuída ao Irã.

Hoje, um porta-voz militar negou no Twitter informações da emissora libanesa de TV al-Mayadeen de que um drone israelense teria sido derrubado perto da cidade de Nabatiyeh, no sul do Líbano, por um míssil antiaéreo. Uma fonte de segurança israelense disse que o Hezbollah foi o responsável pelo ataque, mas que o drone não foi atingido.

No início desta semana, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o Irã pretende atacar Israel a partir do Iêmen, o que pode dificultar a interceptação de um ataque, já que as defesas aéreas de médio e longo alcance das IDFs estão melhor posicionadas para impedir eventuais ataques vindos do norte do que do sul.

“Enquanto falamos, as baterias de Arrow, Patriot, David’s Sling e Iron Dome estão em alerta”, disse Norkin na noite desta quarta-feira (30) em cerimônia de formatura para oficiais de defesa aérea.

Norkin se referia a cada um dos sistemas de defesa aérea das Forças Armadas, dos sistemas Arrow e Patriot, projetados para destruir mísseis e aeronaves de longo alcance, os de David Sling, de médio alcance, e o Iron Dome, capaz de abater foguetes de curto alcance e pequenos drones.

“O desafio da defesa aérea agora são os drones de ataque e mísseis de cruzeiro”, disse ele.

Ao contrário dos mísseis balísticos, que geralmente voam em arco alto a caminho do alvo, mísseis de cruzeiro e drones voam a baixa altitude, sendo mais difíceis de serem detectados e interceptados.

O Irã parece ter aperfeiçoado suas atividades de ataques com drones nos últimos meses. Em agosto, aviões de combate israelenses realizaram ataques aéreos na Síria para impedir um ataque planejado a Israel por combatentes apoiados pelo Irã usando drones armados, informaram as IDFs na ocasião.

As forças armadas israelenses disseram que sua ação na Síria teve como alvo instalações da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, bem como milícias xiitas, incluindo o grupo terrorista Hezbollah, que planejava enviar drones de ataque ‘kamikazes’ a Israel armados com explosivos.

Israel já havia advertido que vai impedir que as milícias regionais apoiadas pelo Irã obtenham armas avançadas para usar contra o Estado judeu e realizou centenas de ações aéreas na Síria para impedir o envio de armas e o entrincheiramento militar iraniano naquele país.