Trump quer lançar conferência de paz com líderes árabes em Camp David

O assessor especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Jared Kushner, vai convidar líderes de países árabes para participar de conferência em Camp David sobre a segunda parte do plano de paz para o conflito israelo-palestino.

Kushner inicia hoje visita a países árabes para apresentar a proposta da conferência, prevista para acontecer antes das eleições de 17 de setembro em Israel.

Uma fonte de Washington que pediu anonimato disse que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o embaixador israelense nos EUA, Ron Dremer, “estão envolvidos no projeto”. A fonte disse que acredita que Netanyahu participará da conferência.

A Conferência de Paz será realizada em Camp David, local de retiro de presidentes dos EUA e que já foi palco de negociações e acordos de paz anteriores.

O presidente Donald Trump deverá apresentar seu Plano de Paz para o Oriente Médio durante a conferência.

Ontem, o gabinete de segurança israelense aprovou por unanimidade um plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para a construção de 700 unidades habitacionais para os palestinos que vivem na Área C da Cisjordânia, que está sob controle civil e de segurança israelense.

A iniciativa teria sido lançada para ajudar Kushner a convencer os líderes árabes a participar da conferência de paz.

Kushner deve ir ao Egito, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para apresentar a proposta.
Espera-se que Trump apresente o plano de paz em Camp David com detalhes e condições. A expectativa é de que o plano reconheça um território palestino, mas não necessariamente um estado, e uma presença palestina em Jerusalém, mas não necessariamente uma capital.

O líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que já boicotou a primeira parte (econômica) do plano de Kushner, não se pronunciou sobre a nova proposta.

Na semana passada, o rei da Jordânia, Abdullah II, recebeu Abbas em Amã. “Ambos os lados acreditam que é importante alcançar uma paz estável entre israelenses e palestinos. Estes deverão ter seus direitos legais reconhecidos com base nas fronteiras de 1967, assim como ter Jerusalém Oriental como sua capital”, diz uma declaração conjunta divulgada após a visita.