Universitário egípcio fica fascinado com Israel; Haisam Haassanein é mestre pela Universidade de Tel Aviv

O estudante egípcio Haisam Haassanein completou recentemente o mestrado em Estudos do Oriente Médio, na Universidade de Tel Aviv. Ele foi escolhido o orador (Valedictorian) de sua turma. Nascido em região rural do Egito, ele declarou que sua experiência em Israel desmentiu tudo que viu e ouviu anteriormente sobre o Estado judeu.

“Todo mundo tem um amigo ou membro da família que lhe disse para não ir a Israel. O Egito inteiro tinha opiniões sobre Israel, e nenhuma delas era positiva. Tudo o que sabíamos era que tínhamos lutado guerras sangrentas, e que eles não eram como nós. Quando disse à minha mãe que iria estudar em Israel, ela ficou apavorada pois eu poderia arrumar uma namorada israelense. Cheguei a Israel sabendo apenas o que havia aprendido nos filmes e na mídia. Esperava encontrar pessoas antipáticas e pouco felizes por conhecer um egípcio’’, disse.

Mas sua opinião mudou em pouco tempo. Haisam foi convidado para todos os lugares, jantares de Shabat, refeições do Ramadã, peças e encontros políticos. Para ele, a diversidade que encontrou foi tão surpreendente quanto o calor das pessoas.

Logo no primeiro dia na universidade, viu homens com quipás, mulheres com lenços e hijabs, soldados andando entre multidões de estudantes, e então aprendeu que havia pessoas de todos os tipos e que havia lugar para todos – judeus, muçulmanos, cristãos, drusos, beduínos, e até mesmo estudantes internacionais.

“Provavelmente, a maior descoberta que fiz em Israel foi que, apesar de todas as histórias e identidades conflitantes, as pessoas são capazes de viver suas vidas diárias em um espírito de cooperação. Não se pode deixar de notar a proximidade dos kibutzim com as aldeias árabes, e da relação fácil que eles parecem compartilhar uns com os outros.”, observou.

Quando os israelenses lhe perguntam como se sente no país, Haisam responde que não gostava deles, até os conhecer, e que nunca considerou que seus “inimigos” iram aceitá-lo em sua escola, país, sociedade. 

“Que fascinante é estar em uma cidade em que você pode ir a uma praia no centro e ver uma mulher muçulmana, um casal gay e um chassid no mesmo pequeno espaço de areia! Estar em Israel me ensinou que a vida é cheia de complexidades e paradoxos e que devemos sempre questionar nossas premissas”.

Leia o discurso na íntegra.