Voluntários do Einstein oferecem acolhimento dentro de programa em Paraisópolis

Um olhar atento às vulnerabilidades de uma comunidade. Este é o papel do corpo de Voluntários da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein dentro de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Com atuação direta na linha de frente do acolhimento das pessoas que procuram os serviços do Programa Einstein dentro da Comunidade em Paraisópolis (PECP), os Voluntários são peças fundamentais para que todas as atividades ocorram de forma integrada e sempre focadas na evolução social de cada cidadão.

Cerca de 123 pessoas atuam em diversas frentes das atividades realizadas na unidade da Rua Manoel Antonio Pinto. Desde a viabilização de trabalhos manuais, até a atuação   para promoção do desenvolvimento infantil, são elas a principal interface entre o profissional Einstein e a população. “Nossos Voluntários conseguem criar conexões muito fortes com a comunidade, o que traz a eles um olhar apurado capaz de identificar precocemente situações mais sensíveis, como casos de violência”, explica Telma Sobolh, presidente do Departamento de Voluntários do Einstein.

O grupo participa também de discussões de casos, compartilhando experiências e viabilizando de maneira organizada os fluxos de cada área. Preparados, todos contam ainda com reuniões periódicas para criar maneiras de atuação em uma comunidade com sensibilidades. Todos têm conhecimento sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e sabem identificar casos de violência contra criança ou mulher – que são os eixos primordiais do PECP.

Em 2018, os Voluntários do programa realizaram mais de 40 mil atendimentos para todas as idades e com atenção especial para o núcleo familiar, sempre pensando no ciclo de vida das crianças e no seu desenvolvimento saudável.

E o objetivo maior vai para além dos muros do PECP. “Não é só sobre o que é dito dentro do programa ou das atividades conduzidas por lá, nosso objetivo é acender uma luz que seja capaz de ressignificar a vida dessas pessoas e trazer a elas a reflexão sobre o porquê de estar aqui agora e de suas perspectivas futuras”, afirma Telma.