O Museu Judaico de São Paulo traz a exposição “Judeus e Xangai: Famílias europeias refugiadas, nas décadas de 1930 e 1940” e, para falar sobre o tema, a mostra recebe, na sexta (17), o advogado Sergio Suchodolski, ex-diretor do New Development Bank da China (Banco dos BRICS), onde atuou de 2017 a 2019 e atual diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

O bate-papo com os visitantes começa às 14h e não é necessário fazer reserva.

“O público ainda têm a chance de conhecer histórias cheias de amor e afeto dos refugiados judeus da Europa em Xangai e fazer uma viagem no tempo”, convida Roberta Sundfeld, diretora do Museu Judaico de São Paulo.

Com a marca de mais de 1.200 visitantes, a exposição temporária do Museu Judaico de São Paulo Judeus e Xangai: Famílias europeias refugiadas, nas décadas de 1930 e 1940 segue em cartaz até o dia 26 de janeiro.

A mostra conta ainda com fotografias dos refugiados judeus europeus que deixaram Xangai após a II Guerra Mundial. Segundo o levantamento de alguns estudiosos ocidentais, pouquíssimos conseguiram sair em 1946. Alguns partiram em 1947, mas a grande onda de partidas ocorreu em 1948 e 1949: cerca de 10 mil haviam saído da China.

Embora tenham deixado Xangai, os refugiados judeus permaneceram profundamente ligados com a cidade que possibilitou a sua sobrevivência. Eles retornaram à China para reuniões e eventos comemorativos. Alguns deles publicaram livros sobre sua experiência, além de produzir filmes e organizar exposições sobre o tema. Tudo está retratado na exposição Judeus e Xangai: Famílias europeias refugiadas, nas décadas de 1930 e 1940. O Museu Judaico de São Paulo fica na Rua Martinho Prado, 128.