300 foguetes são lançados contra Israel; Netanyahu exige que Jihad Islâmica interrompa ataques

Após o lançamento de 300 foguetes contra Israel, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exigiu nesta quarta-feira que a Jihad Islâmica suspenda os ataques contra o país a partir de Gaza. “Eles têm uma única opção: interromper os ataques ou enfrentar mais e mais ações (de Israel). A escolha é deles”, disse Netanyahu após se reunir com seu gabinete de segurança.

Netanyahu voltou a afirmar que Israel não quer uma nova escalada em Gaza, mas que vai agir para garantir a segurança de seus cidadãos. “A mensagem é essa e seria melhor que a Jihad Islâmica entenda isso agora”, advertiu.

“Continuamos a atingir a Jihad Islâmica depois de eliminar seu comandante na Faixa de Gaza”, disse Netanyahu, referindo-se à morte de Baha Abu al-Ata, que deu início à escalada. “Ele foi o responsável por grande parte dos ataques terroristas vindos de Gaza desde o ano passado e planejava realizar novos ataques nos próximos dias”, acrescentou Netanyahu.

Cerca de 300 foguetes foram lançados desde ontem pela manhã contra cidades e comunidades israelenses próximas à fronteira de Gaza.
O novo ministro da Defesa, Naftali Bennet, também advertiu: “Ontem pela manhã, as forças de segurança tomaram as medidas vitais necessárias para a segurança de Israel. Baha Abu al-Ata era um arquiteto terrorista da Jihad Islâmica que trabalhou para aterrorizar cidadãos israelenses. Ele foi eliminado. Fizemos isso ontem e não hesitaremos em agir no futuro, se necessário”.

O ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, elogiou a iniciativa do líder do Azul e Branco, Benny Gantz, pelo apoio dado a Netanyahu na operação em Gaza. “As lacunas não são grandes, mas (a iniciativa de Gantz) é algo que demonstra nossa necessidade de unidade”, disse ele referindo-se aos esforços para a formação de uma coalizão de governo após as eleições de setembro. “Se o Hamas não entender a nossa mensagem e se tivermos que adotar uma ampla operação em Gaza, é claro que seria melhor que fosse com total consenso”, disse ele.

Hoje, apesar da relativa calma na região próxima à fronteira de Gaza, as escolas e o comércio receberam ordens para permanecerem fechados.

A determinação incluiu as cidades do sul – Ashkelon, Ashdod, Beersheba e Yavne, o que significa que centenas de milhares de estudantes ficarão sem aula.

Erdan justificou a decisão de fechar escolas e outros locais nessas cidades e comunidades próximas à Gaza afirmando que um dos cenários apresentados pelas autoridades de segurança prevê o lançamento de novos foguetes contra a região.

O ministro Yuval Steinitz (das Minas e Energia) disse ao site de notícias da Ynet que a opção de uma operação terrestre na Faixa de Gaza não está descartada e que, apesar dos riscos de um novo conflito, “um dia não teremos outra opção a não ser essa”.