45 anos do assassinato de Vladmir Herzog

Em 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog, diretor do departamento de Jornalismo da TV Cultura, apresentou-se ao Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo, para prestar depoimento. De lá, não saiu com vida. Foi preso, torturado e morto.

O caso despertou a indignação da opinião pública e fez crescer o movimento pelos direitos humanos e pela abertura política.
No dia 27 de outubro de 1975, seu corpo foi levado para ser enterrado como o de um suicida no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo.

A causa da morte previa que ele fosse sepultado em uma ala então destinada aos suicidas, mas o rabino Henry Sobel negou-se a aceitar a versão oficial de que Herzog tinha tirado a própria vida. Sobel tinha visto o corpo – e as marcas de tortura, conforme relatou mais tarde. Ele decidiu então enterrar Herzog em uma sepultura comum. O ato foi um desafio aberto à versão oficial sobre a morte do jornalista.

No ato ecumênico em sua homenagem, que reuniu judeus, católicos e protestantes na Catedral da Sé, o rabino Henry Sobel disse que estava ali porque um homem havia morrido – “não apenas um judeu, mas um homem”.

“E os direitos do homem devem ser respeitados, sejam eles de que religião, raça ou nacionalidade forem”.