A política brasileira perde Alberto Goldman

O ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, morreu por volta das 13h30 deste domingo (1). O político estava internado no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, desde 19 de agosto, quando foi submetido a uma cirurgia.

Goldman fazia tratamento contra um câncer. O velório está sendo realizado nesta segunda-feira (2), até às 14h, na Assembleia Legislativa. O enterro está previsto para as 15h no Cemitério Israelita do Butantã. O governador de São Paulo, João Dória, decretou luto oficial de três dias.

Filho de imigrantes judeus poloneses, nascido em 1937, em São Paulo, Goldman formou-se em engenharia civil pela Universidade de São Paulo e começou sua militância política no PCB (Partido Comunista Brasileiro) na década de 1950, aos 19 anos.

Foi eleito deputado estadual duas vezes pelo MDB e presidiu a CPI sobre a invasão da PUC pela polícia em 1979.

Deputado federal por seis mandatos, foi também secretário de Estado e ministro dos Transportes do governo Itamar Franco.

Em 1997, foi para o PSDB. Eleito vice-governador de São Paulo na chapa de José Serra, Goldman assumiu o cargo de governador entre abril e dezembro de 2010, quando Serra disputou a Presidência da República.

“Alberto Goldman pautou sua longa trajetória pública pela defesa de uma sociedade democrática e mais justa. Sempre se identificou como judeu e tinha orgulho de sua história. Vai fazer falta”, disse o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, que esteve no velório hoje pela manhã, cumprimentando a esposa e os filhos de Goldman.