Agência Judaica diz que Israel está ajudando comunidades da diáspora a enfrentar pandemia

O chefe da Agência Judaica, Isaac Herzog, anunciou a concessão de uma verba de US$ 10 milhões, em empréstimos sem juros, para ajudar comunidades judaicas da diáspora durante a crise de Covid-19.

Herzog citou uma “mudança de paradigma” durante a pandemia, na qual Israel está ajudando as comunidades judaicas da diáspora – em vez de o contrário – depois que os desembolsos iniciais de um fundo de empréstimo de emergência ajudaram a evitar o colapso de comunidades.

Em um briefing virtual na quarta-feira (8), em que líderes da comunidade compartilharam suas experiências sobre a Covid-19 e do qual participaram o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, e o secretário-geral da Instituição Eduardo Wurzmann, Herzog disse que a Agência Judaica já concedeu quase US$ 10 milhões em empréstimos sem juros a 23 comunidades judaicas na América Latina, Europa, Rússia, Nova Zelândia e África do Sul – e esses pedidos de US$ 12 milhões adicionais colocam o montante solicitado da ajuda em mais de US$ 22 milhões.

“Algumas (das comunidades) entraram em uma colapso devido ao fato de que a vida judaica é baseada em reuniões, eventos, minyan (oração pública), escolas, jardins de infância e, claro, em serviços sociais”, disse Herzog. “Entendemos então que um dos maiores problemas para as comunidades judaicas é o dos lares para idosos e serviços sociais em países que às vezes não apoiam as próprias comunidades”.

“Como Israel recebeu ajuda de emergência e contínua de judeus dos EUA e de outros países por muitos anos, essa crise representou a oportunidade de ouro de Israel para apoiar comunidades judaicas no exterior”, disse Herzog, acrescentando que o fundo de empréstimo é “um passo sem precedentes para nossa organização”. em nome do povo judeu global”.

As comunidades judaicas “severamente afetadas” pela pandemia incluem Chile, Brasil, Argentina, Paraguai, África do Sul, Itália, França, Espanha, Áustria, Polônia e estados da antiga União Soviética, disse Herzog.

A receita de muitas instituições comunitárias depende de encontros e reuniões, que foram suspensas durante a crise sanitária. Também houve um declínio acentuado nas doações porque muitos membros da comunidade perderam o emprego, disseram líderes judeus.
Até as comunidades que eram financeiramente estáveis antes do pandemia agora estão sendo forçadas a reduzir os serviços, incluindo educação e bem-estar social essencial.

“As comunidades (italianas) estão realmente em uma situação difícil porque as pessoas perderam seus empregos, elas não podem continuar apoiando sua comunidade como antes, e a comunidade não tem dinheiro para fornecer e garantir todos os serviços que geralmente oferece”, dsse o Presidente da União das Comunidades Judaicas Italianas Noemi di Segni. “Não não apenas os serviços religiosos, mas principalmente a educação, as escolas e o apoio social”.

As quatro escolas judaicas da Itália – em Roma, Milão, Turim e Trieste – são reconhecidas pelo governo, mas não recebem apoio do Estado, disse ela.

Di Segni também disse que muitos setores estavam sofrendo devido a medidas anti-contágio e “alguns grupos em Roma perderam completamente seus empregos”.

“A Agência Judaica mais uma vez fica ao lado das comunidades judaicas da diáspora nos momentos mais difíceis como esta crise. Os judeus argentinos nunca esquecem disso, diante dos dois ataques terroristas em Buenos Aires, 1992 e 1994, na crise social e política de 2001 e agora com o Covid-19”, disse o rabino argentino Sergio Bergman, que já atuou como ministro do Meio Ambiente da Argentina.

“A Agência Judaica é nosso apoio para superar a crise atual e nossa escola de resiliência para moldarmos juntos o futuro. Somos muito gratos à organização por estar conosco lado a lado, neste momento de crise”, disse Bergman.

O briefing teve a participação de representantes e líderes de comunidades da Itália, Argentina, França, África do Sul e Estados Unidos.