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Aliança Bennett-Lapid apoia acordo sobre espaço igualitário de reza no Muro das Lamentações 

O futuro governo de unidade planeja implementar um acordo atualmente congelado para expandir o espaço de oração pluralista no Muro das Lamentações, segundo afirmaram membros da coalizão a líderes judeus americanos na semana passada.
Um desses líderes da comunidade judaica americana disse ao Times of Israel nesta segunda-feira que legisladores do Yesh Atid, do Partido Trabalhista e do Meretz confirmaram sua intenção de reinstituir o plano, que foi congelado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em 2016 devido à pressão de aliados ultraortodoxos, que rejeitaram qualquer movimento que pudesse ser interpretado como uma legitimação do judaísmo pluralista.
O plano previa o estabelecimento de um espaço devidamente preparado para a oração pluralista – em oposição aos arranjos temporários atuais – sob supervisão conjunta envolvendo todas as principais correntes do judaísmo.
Muitas organizações judaicas, incluindo a Agência Judaica e as Federações Judaicas da América do Norte, protestaram na ocasião contra o congelamento do plano e ameaçando pressionar até que a decisão fosse revertida.
Embora o novo governo seja politicamente diverso, há um bom acordo em questões de religião e estado, dando aos líderes dos partidos a segurança para garantir aos chefes visitantes das organizações judaicas americanas que eles seriam capazes de implementar o acordo sobre as rezas no Muro das Lamentações.
“É uma forma de o novo governo enviar um sinal sobre o respeito pela prática e opinião judaica dos EUA, ao mesmo tempo que se diferencia do governo anterior que negou o acordo”, disse uma fonte americana. “Sem (os ultraortodoxos) UTJ e Shas (na coalizão), creio que não será dificil para eles implementarem (o acordo)”, completou a fonte.
O acordo de coalizão firmado entre Yisrael Beytenu e Yesh Atid vazado para a mídia na quinta-feira inclui um compromisso de reimplementar o plano de rezas para o Muro das Lamentações, embora o partido Yamina do primeiro-ministro designado Naftali Bennett ainda tenha poder de veto em questões de religião e estado.
Bennett era ministro dos assuntos da Diáspora quando o igualitário Israel Plaza no extremo sul do Muro Ocidental foi construído em 2014. Ele disse ao Times of Israel em 2017 que se opôs à decisão de Netanyahu de negar o acordo e disse que descongelaria o plano se coubesse a ele a decisão.
O plano original inclui três disposições principais: uma entrada conjunta para a praça principal do Muro das Lamentações e o espaço igualitário de oração; um novo pavilhão permanente que amplia consideravelmente o modesto deck de orações existente, que tem servido como um local para orações pluralistas desde 2000; e, talvez o mais controverso, um conselho conjunto formado por representantes de correntes liberais do judaísmo e representantes do governo que ficariam encarregados de supervisionar o local.
A decisão original de construir um novo pavilhão data de 31 de janeiro de 2016, quando o governo – impulsionado por décadas de ativismo de alto nível pelo grupo feminista de oração Mulheres do Muro – aprovou o chamado compromisso do Muro das Lamentações.
Mas em 25 de junho de 2017, Netanyahu, enfrentando intensa pressão ultraortodoxa, congelou o plano. Ao vetar a entrada conjunta e o conselho administrativo pluralista, no entanto, ele prometeu continuar com a construção de uma plataforma permanente.
A pequena plataforma usada atualmente para serviços de oração pluralistas está localizada no Parque Arqueológico de Davidson, localizado em uma área chamada Arco de Robinson. Fica fora da vista da atual praça de oração ortodoxa dominante, separada dela pela rampa que leva ao Portão Mughrabi, que é a única entrada para não-muçulmanos no Monte do Templo.

Foto: Y.R/Reform Movement