AMIA e DAIA pedem pena de 20 anos de prisão para envolvido em atentado

Os advogados das organizações judaicas argentinas AMIA e DAIA pediram 20 anos de prisão para Carlos Telleldín, por ele ter cedido o caminhão que foi utilizado no atentado a bomba que matou 85 pessoas e deixou mais de 300 feridas na sede da AMIA, em 1994, em Buenos Aires.

Os advogados fizeram uma mudança na qualificação do acusado, rebaixando a categoria do crime: ele não era mais um participante necessário, cúmplice dos homicídios, mas por “ter contribuído para uma explosão causadora de mortes”. Por isso, não pediram prisão perpétua, mas 20 anos de prisão. A denúncia da AMIA-DAIA afirmava que Telleldín “preparou e forneceu, de forma consciente, a arma do crime”.

O julgamento, presidido pelos magistrados do Tribunal Federal 3, entre os quais Javier Rios, Andrés Basso e Fernando Canero, entrou em sua fase final nesta quarta-feira e é possível que a sentença seja anunciada antes do final do ano.

Ex-funcionários iranianos e membros da organização terrorista Hezbollah teriam sido os responsáveis pelo ataque à AMIA, mas até hoje nenhum foi julgado.

O promotor Alberto Nísman, que investigava o caso, foi encontrado morto, com um tiro na cabeça, em janeiro de 2015, quando se preparava para denunciar no Congresso argentino a então presidente Cristina Kirchner por ela ter assinado um acordo suspeito com o Irã que favorecia ex-funcionários iranianos envolvidos no atentado à AMIA.