Autor de ataque em Monsey é indiciado por crime de ódio

Um grande júri federal entregou nesta quinta-feira (9) acusações de crimes de ódio contra o homem acusado de esfaquear cinco pessoas durante a celebração de Chanucá ao norte da cidade de Nova York.

A acusação indiciou Grafton Thomas de cinco tentativas de matar as vítimas com base em sua religião e de obstrução do livre exercício de práticas religiosas, ao atacar com um facão pessoas que estavam reunidas na casa de um rabino para as celebrações de Chanucá. Thomas, de 37 anos, também enfrenta acusações estaduais pelo ataque de 28 de dezembro em Monsey, Nova York. Ele está preso sem direito a fiança pelas acusações federais.

“A sua intenção foi de atingir as vítimas por causa de sua religião”, disse o procurador dos EUA em Manhattan, Geoffrey Berman, em comunicado à imprensa. “Thomas enfrenta a prisão por seus supostos atos violentos de preconceito e intolerância”.

Uma mensagem foi enviada ao advogado de defesa de Thomas, Michael Sussman, para que se manifeste sobre o caso. Sussman disse que Thomas tem uma longa história de doença mental. Ele solicitou que Thomas seja submetido a uma avaliação psiquiátrica.

As autoridades disseram que encontraram um facão de 45 cm manchado de sangue, no carro de Thomas junto com uma faca, também manchada de sangue, e com amostras de cabelos. Eles também disseram que Thomas tinha diários manuscritos contendo referências antissemitas e recentemente usou seu telefone para procurar informações sobre Hitler e a localização de sinagogas.

O ataque de Chanucá ocorreu em meio a uma série de incidentes antissemitas direcionados às comunidades judaicas ortodoxas e em torno da cidade de Nova York.

Um dos homens feridos no ataque em Monsey permanece em estado grave. Sua família disse que ele pode ter dano cerebral permanente.