Bibliotecária de Auschwitz aos 14 anos de idade, Dita Kraus conta sua história à TV Record


Dita Kraus fala à TV Record. Reprodução.

Em 1944, Dita Kraus, adolescente judia de 14 anos, foi enviada com os pais para o campo de extermínio de Auschwitz. Num pavilhão do campo, os judeus formaram uma biblioteca de poucos livros, e Dita foi escolhida para ser sua guardiã.

"Quando eles achavam um livro, traziam para nosso pavilhão. Não havia livros infantis. Eram temas modernos. A biblioteca era formada por 12 ou 14 obras. Não me lembro dos títulos. As crianças não os liam. Me lembro de um Atlas. As crianças olhavam as figuras, os mapas, aleatoriamente. Mas os livros eram usados de forma lúdica, até mesmo para jogos de palavras. Os adultos repetiam várias vezes certos capítulos. Chamávamos de livros andantes. Eram as melhores histórias, porque se misturavam com a imaginação das crianças".

Hoje, aos 84 anos, ela vive em Israel. Baseado em sua vida, o livro “A Bibliotecária de Auschwitz” {publicado em Portugal], do escritor espanhol Antonio Iturbe, é best seller na Europa.

Viúva, mora sozinha em Netanya. Em sua casa, as estantes lotadas de livros incluem as literaturas alemã, francesa, tcheca e israelense. E o livro que ganhou de Iturbe, com dedicatória. “Fui até Barcelona para o lançamento. Nos tornamos amigos”, afirma.

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