Biden reconhece terrorismo antissemita em sequestro em sinagoga no Texas

O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) concluiu que o sequestro de reféns numa sinagoga do Texas tinha como foco uma questão específica, política, e não na comunidade judaica, mas o presidente Joe Biden considerou que o ato foi de terrorismo e reconheceu que há um antissemitismo em ascensão no país.
O sequestrador foi identificado como Malik Faisal Akram, um cidadão britânico de 44 anos. Akram foi baleado e morto depois que o último dos reféns foi solto por volta das 21h de sábado (hora local, meia-noite no Brasil) na Congregação Beth Israel, encerrando uma negociação que durou 10 horas entre a polícia e o sequestrador. Entre os reféns estavam o rabino e outras três pessoas.
O sequestrador exigia a libertação de uma neurocientista paquistanesa que foi condenada por tentar matar oficiais do Exército dos EUA no Afeganistão.
O FBI informou que não há indícios de que outras pessoas estejam envolvidas no sequestro, mas anunciou que mantém as investigações sobre o caso.
A polícia britânica deteve dois adolescentes em Manchester para interrogá-los sobre o ataque à sinagoga no Texas, mas não forneceu mais detalhes.