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Blinken expõe o antissemitismo da UNRWA no Congresso e condiciona ajuda dos EUA

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, confirmou que a renovação do financiamento do governo Biden para a UNRWA  (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina) está condicionada a reformas na abordagem educacional anti-Israel e anti-judaica da agência, referindo-se a materiais educacionais que apagam Israel dos mapas e elogiam o terrorismo e o martírio.
“Também estamos determinados a exigir que a UNRWA promova reformas profundas com relação a alguns dos abusos que ocorreram no passado, particularmente a disseminação de informações antissemitas ou anti-Israel em seus produtos educacionais. Estamos muito focados nisso”, disse Blinken perante os Comitês de Apropriações da Câmara e do Senado a respeito do orçamento do Departamento de Estado para o ano fiscal de 2022.
Ele acrescentou que o Departamento de Estado está “acompanhando com muita, muita atenção” os mecanismos que a organização de refugiados para palestinos diz ter em vigor para lidar com materiais educacionais problemáticos, que foram descobertos por meio de uma revisão em janeiro de 2021 pelo Instituto de Monitoramento da Paz e Tolerância Cultural na Educação Escolar (IMPACT-se), organização sem fins lucrativos que monitora o conteúdo dos livros didáticos.
O CEO da IMPACT-se, Marcus Sheff, pediu ao Departamento de Estado dos EUA que tornasse a questão uma prioridade.
“A UNRWA vinha dizendo aos países doadores há anos que combate o incitamento nos livros didáticos palestinos. Na verdade, descobrimos que, em alguns lugares, o conteúdo da própria UNRWA é ainda pior que o da Autoridade Palestina. É certo e apropriado que o Departamento de Estado dos EUA agora se concentre na erradicação da educação pelo ódio nas escolas da UNRWA. A era da UNRWA que tenta enganar a todos enquanto ensina o ódio todos os dias precisa acabar”, disse ele.
O Departamento de Estado dos EUA teria tomado conhecimento do conteúdo educacional da UNRWA em fevereiro. O Parlamento Europeu também expressou indignação ao ser informado no início deste ano sobre o ódio que está sendo ensinado às crianças. O Canadá, que prometeu US$ 24 milhões à UNRWA em 2020, e a Austrália também anunciaram investigações sobre a organização de refugiados.
O governo Biden anunciou nesta quarta-feira que pretende retomar a ajuda à UNRWA com uma verba de US$ 235 milhões, desde que a agência promova mudanças no seu sistema educacional. A ajuda à agência havia sido suspensa pelo ex-presidente Donald Trump.

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