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 Brasil é aceito, por unanimidade, como membro observador da IHRA

Após meses pleiteando uma vaga como membro observador, o Brasil foi aceito por unanimidade conforme informado na reunião plenária da Aliança Internacional para a Recordação do Holocausto – IHRA, realizada nesta terça (9), na Grécia. “O Brasil tem uma das diásporas judias mais importantes da América Latina. É um país que se notabiliza por pregar a diversidade. Somos um país multi-étnico e multicultural e que historicamente acolher refugiados judeus e temos uma comunidade judaica bem inserida. O Brasil era um candidato natural. A aproximação com Israel, neste governo, chamou nossa atenção para o fato de ainda não estarmos na IHRA”, disse o Secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África e chefe da delegação brasileira junto à IHRA, embaixador Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega. Ele frisou também que o Itamaraty levou à frente esta iniciativa a partir de uma determinação da Presidência da República.
Segundo Kenneth Nóbrega, a ideia agora é continuar o esforço para que o Brasil se torne um membro permanente. Ele disse que uma ação seria a instituição de um Dia do Holocausto. Ele adianta que já tramita no Congresso projeto de lei para instituir o Dia do Holocausto como data oficial. Outra ação seria internalizar a definição de antissemitismo adotada pela IHRA. “ Estes seriam os próximos passos para mostrar o nosso comprometimento contínuo”, afirmou o diplomata.
“A CONIB recebe com muita satisfação a inclusão do Brasil como membro observador da IHRA e parabeniza o governo brasileiro pelo grande empenho”, disse o presidente da instituição, Claudio Lottenberg.
Como explica Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba, que integra a comissão e participou online da reunião, a inclusão do Brasil significa que o País sela um compromisso em promover a educação sobre o Holocausto e combater o antissemitismo, não importe governos ou ideologias. “Tive a honra de participar da delegação brasileira ao lado do embaixador Sidney Leon Romeiro, da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do dr. Abraham Goldstein, presidente da B´nai B´rith Brasil, e de uma competente equipe do Itamaraty que, desde o ano passado, não tem medido esforços na nossa candidatura. Meu agradecimento ao chefe da nossa delegação, Embaixador Kenneth Felix Haczynski da Nóbrega, pelas palavras gentis em relação a mim e ao Museu do Holocausto de Curitiba”, declarou Reiss.
A IHRA une governos e especialistas para fortalecer, avançar e promover a educação, pesquisa e memória do Holocausto e para manter os compromissos com a Declaração de Estocolmo de 2000. Antes chamada Força-Tarefa para Cooperação Internacional em Educação, Memória e Pesquisa sobre o Holocausto, ou ITF, a organização foi criada em 1998 pelo ex-primeiro-ministro sueco Göran Persson e conta com 34 países membros.