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Brasileiros vão protestar em Tel Aviv contra permanência do País na lista de destinos proibidos por Israel 

A publicitária, gerente de vendas, Deborah Urbach Malheiro, há sete anos trocou Niterói por Tel Aviv. Casou-se com um israelense e, em junho deste ano, teve uma bebê. Os pais de Deborah ainda não puderam conhecer a neta. É que desde maio, o Brasil integra a lista de países proibidos pelas autoridades israelenses por conta da pandemia do coronavírus. E desde então permanece nela. “Neste tempo, países já entraram e saíram da lista. Só o Brasil permanece. Para mim, a razão disso é política e, no meu entender, é injusta”, diz Deborah, nome à frente da manifestação de protesto “Queremos Encontrar Nossas Famílias” marcada para o próximo dia 2 de outubro, na praça Habima, no centro de Tel Aviv.
Deborah conta que acompanhou a insatisfação dos brasileiros em Israel com a questão e resolveu agir. “Todos reclamavam. Então resolvi puxar um protesto. O cartaz de convocação eu fiz no power point mesmo, do jeito que consegui. Não sou designer”, explicou. Debora também frisa que sua atitude não tem raízes ideológicas e ela não está ligada a nenhum grupo. Quando seu post viralizou, ela passou a ter contato e apoio de brasileiros que, insatisfeitos como ela, tentam reverter a situação. “Eu não tenho aqui amigos brasileiros, não frequento a comunidade brasileira”, diz ela. “O Brasil é o único país que está na lista desde o início. Até o México já saiu. Meus país estão vacinados com as duas doses. Estão dispostos a fazer quarentena. Para mim, isto é uma captura dos meus direitos”, diz a brasileira que, no momento em que falava com a Conib ao telefone, tratava de pedir autorização da polícia local para a manifestação ocorrer.
Ela não sabe se o protesto terá ou não grande adesão. “O que posso dizer é que tenho tido bastante respostas”.
Com a proibição de viajar ao Brasil, aqueles que desobedecerem estarão sujeitos a uma multa de 5 mil shekels, cerca de R$ 8.350,00.