CIRN e Conib lamentam a morte de Abraham Palatnik

O artista plástico Abraham Palatnik, de 92 anos, pioneiro na arte cinética, morreu neste sábado (9), vítima da Covid-19.

Palatnik estava internado desde o dia 29 de abril, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo relatos, ele sofria com problemas respiratórios, que foram agravados pelo novo coronavírus.

Um dos pioneiros a trabalhar com a arte cinética, uma vertente das artes plásticas que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos, ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças, o nome de Palatnik é reconhecido mundialmente.

Atualmente o artista tem obras expostas em instituições internacionais, como o Museum of Fine Arts, em Houston, e o MoMA, em Nova York. Nascido em Natal, Palatnik se mudou ainda jovem para Israel. Depois de completar a primeira parte de seus estudos no exterior, o artista retornou ao Brasil em 1948, dessa vez para o Rio de Janeiro.

O Centro Israelita do Rio Grande do Norte (CIRN) divulgou nota, por meio da sua diretoria, manifestando pesar e enviando condolências à família de Abraham Palatinik. “A Comunidade judaica de Natal lamenta profundamente a morte de Abraham Palatnik. Potiguar, Palatnik era um gigante das artes plásticas, razão de orgulho para a nossa comunidade e para todo o Rio Grande do Norte”, disse o presidente do CIRN, Flávio Hebron.

O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, lamentou a perda: “Abraham Palatnik foi um dos grandes das artes plásticas. Pioneiro da arte cinética, seu trabalho é reconhecido no Brasil e no mundo. Filho de judeus russos, morou em Israel e retornou ao Rio aos 20 anos. A comunidade judaica lamenta profundamente esta perda e a lacuna que fica na área cultural”.

O artista plástico foi um dos últimos membros da família nascido em Natal-RN, onde é lembrado com seu nome em Galerias e prédios públicos.