Claudio Lottenberg destaca as realizações e desafios de seu primeiro ano de gestão à frente da CONIB

O presidente da CONIB, Claudio Lottenberg, fez um balanço do primeiro ano de gestão deste ano de 2021, destacando as conquistas e desafios enfrentados, especialmente as questões relacionadas à polarização política dentro da comunidade judaica. Veja a seguir:

“Dirigir a comunidade judaica em 2021 significa ter participado de um processo que envolve a comunidade maior. A comunidade judaica está extremamente polarizada no mundo político, em meio a uma comunidade maior, empobrecida também por conta da pandemia. Entretanto o entusiasmo é muito grande: conseguimos resgatar (apoios), desde a participação do Ministério Público, no qual pudemos discutir fortemente as questões relacionadas ao discurso de ódio. Tivemos também o Dia do Holocausto, com a participação entusiasmante de Dan Stulbach; criamos uma importante iniciativa com o Congresso Judaico Latino-Americano e realizamos um curso de diplomacia pública e, quando falamos de formação em diplomacia pública, nós queremos reforçar o compromisso com a juventude.

Temos hoje dez jovens estagiários que trabalham voluntariamente na nossa estrutura jurídica, nos defendendo dos ataques que são feitos diariamente, o que visa criar raízes e abrir caminhos para uma nova geração. Nós estamos trabalhando e temos discutido muito as novas mecânicas de comunicação. O mundo digital hoje traz todo um processo dinâmico, interativo, onde as fake news têm um papel muito significativo e têm sido desmistificadas por uma CONIB presente, que fala a verdade e que esclarece, que trabalha a questão do Holocausto, que luta contra o antissemitismo e está atenta contra qualquer movimento que possa deslegitimizar o Estado de Israel. 

O envolvimento das federadas tem sido permanente. Criamos um Conselho Consultivo presente, atuante. Estamos lidando com cada uma das necessidades das federações e com a proposta (e realização) de uma convenção em moldes até então jamais realizados. A proposta desta convenção foi trazer gente do Brasil como um todo, com parte aberta a não apenas àqueles que presidem as suas comunidades, mas também àqueles que fazem parte do mundo judaico dos 120 mil judeus que estão neste país. Queremos envolver mais do que isso: queremos envolver aqueles que não fazem parte da comunidade judaica e por isso estreitamos os relacionamentos com a comunidade evangélica. Estivemos com o presidente da Frente Evangélica Nacional e ampliamos as relações com os diferentes poderes, com ministros de Estados, com presidentes das diferentes instâncias, da área jurisdicional, com o presidente Luiz Fux, com ministro Joel Bassoli, com o presidente do Senado, com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. E esse é o papel de quem representa a comunidade: construir um desejo de aproximação respeitando o pluralismo desta comunidade. É como sempre digo: nós temos judeus de direita, judeus de esquerda, judeus mais liberais, judeus mais conservadores, mas judeus brasileiros que se identificam com este país e defendem o Estado de Israel. E vamos seguir por ai!”