Com 5.591 casos e 24 mortes, Israel decide impor quarentena a todos que chegam do exterior

Com 5.591 casos e 24 mortes por coronavírus, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu impor uma quarentena de 14 dias em hotéis a todos que chegarem a Israel vindos do exterior.

A nova medida é mais ampla do que o plano anterior, que só previa a quarentena para quem chegasse de viagens à Itália, Espanha, França e Estados Unidos.

A medida entrou em vigor imediatamente, segundo informou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

O escritório de Netanyahu também afirmou que os que chegarem serão imediatamente testados e colocados sob quarentena.

A decisão foi anunciada depois que centenas de pessoas entraram em Israel na terça-feira sem terem sido testadas para o vírus na chegada e sem terem sido obrigadas a entrar em quarentena e enviadas para hotéis criados para esse fim.

Em declarações ao Canal 12, o ministro da Defesa, Naftali Bennett, reconheceu que, apesar do anúncio de seu escritório na semana passada de que todas as chegadas dos EUA, Itália, Espanha e França enfrentariam as medidas, o plano foi ignorado.

Os passageiros que chegaram em um voo de Nova York na terça-feira, por exemplo, foram autorizados a “simplesmente sair pelas portas” do aeroporto Ben Gurion, informou o a reportagem. Centenas de pessoas disseram que vieram a Israel nos últimos dias e não enfrentaram restrições, disse a emissora. “Ninguém verifica se eles estão entrando em quarentena. Ninguém os examina na chegada”.

A emissora acrescentou que, em uma reunião organizada por Netanyahu na semana passada, foi decidido descartar o plano de Bennett e fazer com que israelenses e estrangeiros que retornam a Israel se isolem voluntariamente em casa e não necessitem fazer o teste do vírus. Estrangeiros que não moram em Israel estão proibidos de entrar no país sob as restrições de coronavírus.

O ex-diretor geral do Ministério da Saúde Gabi Barabash disse à emissora que, devido a esse ‘mau gerenciamento’, Israel corria o risco de “simplesmente se tornar uma filial de Nova York” – o estado dos EUA onde mais de 1.700 pessoas morreram e mais de 76.000 foram infectadas.

Questionado sobre o assunto durante uma entrevista, Bennett disse ao Canal 12 que Netanyahu e o conselheiro de Segurança Nacional Meir Ben Shabbat decidiram seguir uma direção diferente daquela que ele defendia.

O escritório de Bennett anunciou o programa na semana passada como um acordo em vigor, e não como uma proposta. Na ocasião, o ministro disse que o plano seria implementado a partir do último sábado.