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Com a Covid-19 controlada, israelenses não serão mais obrigados a usar máscaras nas ruas a partir de domingo

Ao final das comemorações pelo Dia da Independência, o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, anunciou que, a partir deste domingo, os israelenses não serão mais obrigados a usar máscaras nas ruas.
Edelstein disse que instruiu o diretor-geral do ministério, Chezy Levy, a assinar um decreto encerrando o regulamento de saúde no domingo, após consultar os profissionais do setor.
Máscaras ainda serão necessárias em espaços públicos fechados.
“As máscaras têm como objetivo nos proteger do coronavírus”, disse Edelstein. “Mas, depois que os profissionais decidiram que isso não era mais necessário em espaços abertos, decidi recomendar s suspensão da medida”.
Ele creditou a decisão ao sucesso da campanha de vacinação em Israel, mas pediu vigilância contínua à população.
No início deste mês, Levy ainda estava cético sobre a adoção da medida e lembrou que o uso de máscaras nas ruas foi eficaz para conter a disseminação da Covid-19.
Depois de enfrentar uma terceira onda severa da pandemia, a situação de Israel melhorou rapidamente nos últimos meses, após uma rápida e bem-sucedida campanha de vacinação. Mais da metade da população está totalmente vacinada contra o vírus e os dados mostram queda acentuada nos novos casos diários e nos casos graves.
À medida que o número de casos diminuiu, Israel reduziu significativamente as restrições, abrindo o comércio e o funcionamento de empresas, locais de eventos e outras atividades.
Um importante especialista na pandemia disse no domingo que Israel pode ter alcançado “uma espécie de imunidade de rebanho” e poderia aliviar com segurança outras restrições. Eran Segal, um biólogo do Instituto de Ciência Weizmann, disse ao Canal 12 que, com a maioria dos israelenses imunizados, mesmo a reabertura de setores da economia e reuniões durante os feriados de Purim e Pessach não contribuíram para um aumento nos casos.

Foto: Olivier Fitoussi/Flash90