Com mais de 90% dos votos apurados, resultado dá pequena vantagem para o Azul e Branco

O bloco de centro-esquerda Azul e Branco, de Benny Gantz, está ligeiramente à frente do Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e tudo indica que manterá as 32 cadeiras até agora conquistadas contra as 31 de seu adversário mais próximo.

Na contagem oficial, o bloco de centro-esquerda liderado por Gantz tem uma pequena vantagem sobre o bloco de direita liderado por Netanyahu, garantindo 56 assentos no Knesset contra os 55 do Likud. No meio, estão os nove assentos de Israel Nossa Casa, cujo líder, Avigdor Liberman incentivou o Likud e o Azul e Branco a formarem um governo de unidade.

A Lista Conjunta, uma aliança de partidos árabes, ocupa o terceiro lugar com 13 cadeiras, seguida pelo ultra-ortodoxo Shas e Israel Nossa Casa, ambos com nove cadeiras cada um.

Logo atrás, estão o ultra-ortodoxo Judaísmo da Torá Unida (8), a aliança nacionalista Yamina (7), o Labor-Gesher (6) e a esquerdista União Democrática (5).

O resultado anunciado ao meio-dia é definitivo, com a expectativa de que os votos dos centros populacionais árabes sejam finalizados em breve, seguidos pela contagem dos votos dos soldados, diplomatas e pacientes nos hospitais israelenses, entre outros.

Os números indicam que o impasse das eleições anteriores em 9 de abril continua. A difícil situação de Netanyahu foi agravada pelo fato de o bloco de direita ter votado em Liberman.

Um governo de unidade que reúna os dois principais partidos continua sendo o caminho mais provável para saída do impasse, embora o Azul e Branco tenha insistido que Netanyahu deve sair para formar uma coalizão.

Hoje, Liberman reiterou sua posição em defesa de um governo de unidade composto por seu partido, Israel Nossa Casa, Azul e Branco e Likud, mas disse que não iniciaria negociações de coalizão com nenhum partido, a menos que suas reivindicações por mudanças políticas secularistas sejam aceitas.

O líder do Israel Nossa Casa disse a repórteres que “só há uma opção: um governo de ampla unidade”. “O quadro é claro e um assento aqui ou ali não fará grande diferença”, disse ele.

Em seus primeiros comentários públicos no dia seguinte às eleições, Gantz disse na hoje pela manhã que esperava um “bom governo de unidade”.

“Estamos aguardando os resultados oficiais. Durante muito tempo, estivemos ocupados com a campanha”, disse Gantz do lado de fora de sua casa em Rosh Ha’ayin. “Desejo ao povo de Israel um bom governo de unidade, que o sistema (político) se acalme um pouco e que possamos começar a avançar”, disse ele.

Autoridades do Likud procuraram o presidente do partido trabalhista Amir Peretz, em um esforço para convencê-lo a se juntar a uma coalizão junto com os partidos ultra-ortodoxos e Yamina, informou o Haaretz.

Peretz rapidamente recusou a oferta, dizendo que está interessado apenas em substituir Netanyahu.

Yaakov Litzman, presidente do Judaísmo da Torá Unida, disse que seu partido ultra-ortodoxo permanecerá com Netanyahu “até o fim”.

O presidente Reuven Rivlin, que decide quem deve formar um governo, no caso de impasse, prometeu fazer o possível para evitar uma terceira votação.

A participação dos eleitores nesta terça-feira (17) ultrapassou os níveis de votação das eleições de abril, contrariando as previsões de que haveria uma queda. A participação, no fechamento das pesquisas, foi de 69,4%, contra 68,5% em abril.

Veja abaixo como ficou a situação dos partidos:
Azul e Branco: 25.66% (32 cadeiras)
Likud: 25.03% (31)
Lista Conjunta: 10.71% (13)
Shas: 7.56% (9)
Yisrael Beytenu: 7.11% (9)
UTJ: 6.25% (8)
Yemina: 5.73% (7)
Labor-Gesher: 4.81% (6)
União Democrática: 4.30% (5)
Otzma Yehudit: 1.87% (não alcançou o limite de 3.25% exigido para entrar no Knesset).