“Como comparar o Holocausto com o momento atual”, Claudio Lottenberg escreve na Folha de S. Paulo

A frase “Holocausto Nunca Mais”, a ser projetada nesta quarta-feira (7) nas torres do Congresso Nacional, nos lembra como este foi um evento único e terrível na história da humanidade. E de como ele deve ser lembrado e compreendido profundamente para que nunca se repita contra qualquer grupo em qualquer lugar do mundo.

A data foi estabelecida nos anos 1950, em Israel, e o país para completamente suas atividades para relembrar e homenagear os 6 milhões de judeus e judias inocentes que foram exterminados pelo nazismo e seus aliados na Segunda Guerra Mundial simplesmente por serem judeus.

Ter uma compreensão correta dessa catástrofe ganha ainda mais relevância neste momento em que vivemos, de propagação do ódio e das agora chamadas fake news, que de novas só têm o nome em inglês.

Nós, judeus, assim como outros povos perseguidos, somos vítimas de ataques caluniosos e odiosos há séculos, com consequências terríveis. O que mudou agora, e para pior, é a eficiência e a rapidez com que essas mentiras podem se disseminar com as novas formas de comunicação em redes poderosas, onipresentes e tantas vezes anônimas e impunes.

Para colaborar nessa luta de toda a sociedade, a Conib (Confederação Israelita do Brasil) se uniu à Fundação Getulio Vargas e lançou o “Guia para Análise de Discurso de Ódio”, que visa o esclarecimento conceitual do discurso de ódio e espera auxiliar na identificação, avaliação, regulação e sancionamento desse tipo de manifestação.