Conib apoia movimento contra o racismo

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) assinou documento em apoio a movimento em defesa de populações marginalizadas e contra o racismo, em reação à brutal morte de George Floyd pela polícia nos EUA.

A Conib espera que a morte de Floyd se transforme num marco na luta contra o racismo no mundo todo. Os judeus sempre estiveram na linha de frente contra o racismo, sendo uma de suas maiores vítimas ao longo da história. Qualquer tipo de racismo, contra qualquer grupo, deve ser denunciado e combatido com a mesma força.

Nesse sentido, apoiamos documento trazido pelo Babalaô Ivanir dos Santos, com quem a Conib mantém relações e parcerias na luta contra o racismo no Brasil.

“Lutaremos contra o racismo, mas cientes de que precisamos mudar as estruturas políticas e sociais, pois o racismo é um problema que atinge a todas as sociedades e, por isso, precisamos construir ações coletivas no seu combate e a todas as formas de preconceito”, diz o documento.

“O racismo mata em diferentes lugares do mundo e vem emergindo como uma das questões centrais do século XXI. Em Los Angeles, 1991, quatro policiais, três deles brancos, bateram mais de 50 vezes em Rodney King. Na Flórida, 2010, Trayvon Martin, 17 anos, desarmado, foi morto por um tiro disparado por um vigia branco. No Rio de Janeiro, 2019, Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, foi morta quando voltava para casa com a mãe. Em São Gonçalo, 2020, João Pedro Mattos, de 14 anos, foi morto em uma operação policial. Em Minneapolis, 2020, George Floyde, 46 anos, foi brutalmente assassinado por um policial sob o olhar de vários outros”.

“Poderíamos passar dias evidenciando o nome, a idade e a naturalidade das centenas de vidas negras que são brutalmente assassinadas cotidianamente pelos sistemas estruturais racistas. Todas, pessoas, antes de qualquer caracterização. Há séculos homens negros e mulheres negras convivem e sobrevivem diante dos Estados que outrora nos fizeram escravos em suas terras coloniais. Há séculos lutamos contra as formas de opressão e objetificação dentro das sociedades transnacionais na condição de ‘a carne mais barata do mercado’ O racismo contra as comunidades negras e pobres é real e se alimenta através dos sistemas de apartheid ‘invisíveis’ que nos colocam à margem dos sistemas políticos e sociais”.

Assinaram o documento:

Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP)

Associação Brasileiras dos Pesquisador@s Negr@s (ABPN)

Confederação Israelita do Brasil- CONIB

Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp)

Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)

União de Negros pela Igualdade (UNEGRO)

Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ)

União de Negros pela Igualdade (UNEGRO/RJ)

União Espiritualista de Umbanda Estado do Rio de Janeiro – UEUAERJ

Congregação Espírita Umbandista do Brasil – CEUB

Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro – COMDEDINE/RJ

Coletivo Maitê Ferreira (CMF)

Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER/UFRJ)

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