Conib e FIRS repudiam morte de afrodescendente em Porto Alegre e pedem ação contra racismo

A Conib e a FIRS manifestam total repúdio ao chocante assassinato de um afrodescendente em Porto Alegre. Vejam as notas divulgadas na manhã de hoje:

“A Conib manifesta seu total repúdio e desolação diante da morte trágica e inaceitável de um afrodescendente espancado por seguranças de um supermercado em Porto Alegre. Em pleno Dia da Consciência Negra, não poderia haver alerta mais claro, se necessário fosse, da necessidade de ações urgentes e efetivas para combater o racismo no Brasil. A Conib mantém diálogo e parceria com a comunidade afrodescendente brasileira na luta contra o racismo e se solidariza com a família da vítima e com a comunidade afrobrasileira. A luta contra o racismo e o preconceito é uma luta de todos nós.”

“FIRS repudia morte de homem negro em supermercado na zona de Porto Alegre

É com imensa consternação que a Federação Israelita do RS – FIRS torna público seu repúdio à atuação do segurança e do PM temporário no caso em que João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, acabou sendo morto, após ter sido espancado na porta de uma loja no supermercado Carrefour, no bairro Passo D’Areia, na zona norte de Porto Alegre.

Poderíamos dizer que é simbólico que o fato lamentável tenha ocorrido às vésperas deste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, mas ainda assim seria injusto em um dia fértil, criado para relembrar a luta da comunidade negra. É injusto que, ao invés de celebrar sua cultura e seus valores, e fazer nosso debate no conjunto de ideias para uma pauta que é de todos, tenhamos que condenar a violência absoluta que é motivada pela cor da pele. É injusto com a população negra que sofre mais uma vez.

Essa morte brutal, além de deixar a todos extremamente chocados, nos coloca na posição obrigatória de combate diário do racismo estrutural na sociedade. Temos espaços e ações tomadas pelo preconceito racial e a mudança deve ser disruptiva. Uma violência inaceitável que torna corpos negros indignos e passíveis de tamanhos abusos, e combatê-la e repudiá-la é uma responsabilidade de cada um de nós. A comunidade judaica se solidariza com os familiares da vítima e com toda a comunidade negra.”