Conib e Fisesp pedem abertura de Inquérito Policial para apurar caso de aluno do Mackenzie que exibiu suástica nazista em videochamada

A Conib e a Fisesp pediram abertura de Inquérito Policial por racismo e antissemitismo contra o aluno do Mackenzie que exibiu suástica nazista em videochamada e à universidade que apure e puna administrativamente o aluno. “Racismo é crime e tem que ser apurado e punido com rigor para que não se torne uma praxe no país”, disse Daniel Leon Bialski, vice-presidente da Conib.

A Universidade Mackenzie informou que abriu processo disciplinar para apurar “de maneira completa e exemplar, garantindo também o amplo direito de defesa” o caso do aluno identificado apenas como “Rafael”, do curso de direito, que usou o símbolo nazista da suástica durante uma videochamada como protesto antivacina. “A partir dos resultados da averiguação, decidiremos as atitudes cabíveis, de acordo com o Código de Ética e regulamentos da Universidade”.

O Centro Acadêmico João Mendes Júnior divulgou nota no Instagram, afirmando que “repudia veementemente toda e qualquer forma de racismo, sobretudo no curso de um período inegavelmente delicado da história nacional, com constantes ameaças democráticas e proliferação massiva de discursos de ódio, e sobretudo na semana que marca uma das datas mais importantes e sagradas para o judaísmo: o Yom Kipur”. “A suástica nazista é símbolo que acompanha uma série de memórias abomináveis à história mundial, que marcaram a primeira metade do século XX”, diz a nota.