Conib lamenta a morte de Joseph Safra

A Confederação Israelita do Brasil recebeu nesta quinta-feira, com profundo pesar, a notícia do falecimento de Joseph Safra, aos 82 anos, em São Paulo. O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, saudou a enorme contribuição e legado de Safra.
“Em nome da comunidade judaica brasileira, a Conib lamenta profundamente o falecimento do Sr. Joseph Safra. Safra teve papel muito relevante na vida econômica de nosso país e contribuiu de forma única e fundamental para as atividades e organizações da comunidade judaica brasileira e mundial. Maravilhoso pai de família, empresário de enorme sucesso, filantropo, fundador e apoiador de uma série de iniciativas sociais, ele deixa um legado incomparável na sociedade brasileira. Seu exemplo seguirá vivo como fonte de inspiração e norte para todos nós. Os que tiveram a honra e a felicidade de conviver com ele sabem da grande fonte de sabedoria e inspiração que emanava de suas palavras e, principalmente, de suas ações. O querido Joseph Safra deixará muitas saudades, mas deixará também um legado formidável. Muito obrigado por tudo.”
Safra foi um dos grandes beneméritos e filantropos da comunidade judaica, aqui e também em diversas partes do mundo. Doou recursos para um sem número de iniciativas, que vão desde a restauração e construção de sinagogas e centro comunitários, como a da Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira sinagoga das Américas, a projetos nas áreas de educação, saúde, cultura e justiça social.
Na sua ampla ação benemérita, Safra foi um dos maiores doadores do hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Doou à Pinacoteca de São Paulo as esculturas de Rodin, assim como o manuscrito original da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, ao Museu de Israel em Jerusalém. Tinha especial apreço e era um colecionador de livros.
O banqueiro Joseph Safra, ou José como gostava de ser chamado, nasceu em 1938, em uma família judaica no Líbano e emigrou para o Brasil na década de 60 para dar continuidade aos negócios de seu pai, fundador do Banco. Seu sucesso com empreendedor levou-o ao topo da lista de homens mais ricos do mundo.

Casado desde 1969 com Vicky Sarfaty, teve quatro filhos e 14 netos.

A Comunidade judaica perde um de seus grandes apoiadores e fontes de inspiração.