Deputado Pompeo de Matos: “Osvaldo Aranha foi um brasileiro adiante de seu tempo que deu ao Brasil um grande protagonismo internacional”

Foi sancionada a lei que inclui o diplomata e político Osvaldo Aranha no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria (Lei 13991/20).Com isso, a partir de 17 de abril, o chanceler passou a figurar ao lado nomes como Tiradentes, Santos Dumont, Machado de Assis, Zumbi dos Palmares, Anita Garibaldi e Zuzu Angel no livro,que fica guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na praça dos Três Poderes, em Brasília. A iniciativa partiu do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). Sobre a ação, o deputado deu a seguinte entrevista à Conib:

Por que o senhor resolveu liderar esta iniciativa para inclusão de Osvaldo Aranha no Livro dos Heróis da Pátria?

Osvaldo Aranha foi um grande brasileiro, com forte atuação na área de relações exteriores, tendo sido o principal defensor dentro do governo do presidente Getúlio Vargas da adesão do país a aliança com os EUA na 2ª Guerra Mundial, liderando um movimento denominado de Pan-americanas, que nos afastou da aliança com a Alemanha, do eixo do mal, então defendido pelo Ministro da Guerra e que viria ser o futuro presidente brasileiro, Eurico Gaspar Dutra.

Qual a importância da inscrição no Livro dos Heróis da Pátria?

A inscrição do nome de Osvaldo Aranha no Livro dos Heróis da Pátria é um reconhecimento de sua figura de Homem Público dedicado ao país e a construção de um mundo melhor, como demonstra a sua atuação na 2ª Guerra Mundial e na questão do reconhecimento do Estado de Israel.

Qual a sua visão sobre Osvaldo Aranha e quais passagens destacaria sobre a carreira dele?

Na sua trajetória foram vários as ocasiões em que seu trabalho teve destaque: Na Conferência do Rio, em janeiro do 1942, presidida por Osvaldo Aranha, o Brasil e todos os países americanos decidiram romper as relações com os países do Eixo, menos Argentina e Chile, que o fariam posteriormente. A decisão foi uma vitória das convicções pan-americanas do Brasil, sob a liderança de Osvaldo Aranha. E em 1947, como chefe da delegação brasileira na recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU). Presidiu a II Assembleia Geral da ONU que votou o Plano da ONU para a partição da Palestina de 1947, que culminou na criação do Estado de Israel.

Na sua opinião qual o legado de Aranha para a política brasileira?

O legado de Osvaldo Aranha está relacionado a sua defesa do respeito e autodeterminação dos povos, da soberania nacional, nas liberdades democráticas e na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Osvaldo Aranha foi um brasileiro adiante de seu tempo que deu ao Brasil um grande protagonismo internacional.