Em decisão inédita, tribunal dos EUA julga Síria e Irã responsáveis por ataque terrorista do Hamas 

Em decisão inédita e histórica, um tribunal federal dos EUA decidiu na segunda-feira que a Síria, o Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica e três bancos iranianos foram responsáveis pelo ataque terrorista do Hamas que matou Eitam e Naama Henkin em 2015, de acordo com matéria de Tzvi Jofre, no Jerusalem Post.
O tribunal do Distrito de Columbia decidiu sobre dois processos: um movido pelos pais e irmãos de Eitam e outro movido pelos filhos dos Henkins. Nos processos, os autores fizeram reivindicações com base na Lei de Imunidades Soberanas Estrangeiras dos EUA, junto com outras reivindicações.
A Lei americana para Vítimas de Terrorismo Patrocinado pelo Estado, que emendou a Lei de Imunidades Soberanas Estrangeiras, estabeleceu um fundo para fornecer indenização a requerentes qualificados contra patrocinadores estatais de terrorismo.
Na ação movida pelos filhos de Henkins, os requerentes alegaram que o Hamas depende do Irã e da Síria para obter apoio material, incluindo armas e financiamento. Os filhos de Eitam e Naama Henkin entraram com o processo de indenização por danos civis no valor de US$ 360 milhões em 2019, pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, designar o IRGC como um grupo terrorista.
Os demandantes disseram que o Irã fornece apoio logístico e militar ao Hamas por meio da Força Quds do IRGC e outras entidades, e que Teerã canaliza grande parte de seu patrocínio financeiro para o Hamas por meio do Banco Markazi, Banco Melli e Banco Saderat.