Em encontro com embaixadores, ministro israelense pede a países latino-americanos que proíbam o Hezbollah

Em encontro com embaixadores latino-americanos, o ministro das Relações Exteriores de Israel Gabi Ashkenazi pediu aos países da América Latina que proíbam o grupo xiita libanês Hezbollah.

“O terrorismo afeta todos os países e temos que combatê-lo de maneira mútua”, afirmou Ashkenazi. “E a melhor maneira de fazer isso é criar sanções contra o Hezbollah”.

O ministro destacou ainda: “Alguns de seus países já sofreram com esta organização. Há um modo para mudar isso e é proibindo o Hezbollah. Gostaríamos de ver progresso com os países latino-americanos em relação a esse assunto”, disse ele.

Ashkenazi disse que reafirmou a necessidade de proibir o Hezbollah em suas conversas com chanceleres de países que ainda permitem a organização, mas destacou que um posicionamento firme da América Latina é importante, porque o grupo terrorista é especialmente ativo nessa região.

O Hezbollah tem uma presença significativa na chamada Tríplice Fronteira – entre Brasil, Argentina e Paraguai – e na Venezuela, que não possui relações diplomáticas oficiais com Israel, embora o líder Juan Guaido tenha prometido proibir o Hezbollah no país e estabelecer laços com Israel.

O Hezbollah foi considerado o responsável pelo atentado a bomba que destruiu o centro comunitário judaico AMIA em Buenos Aires, em 1994, causando a morte de 85 pessoas e ferindo cerca de 300.

Quanto aos laços Israel-América Latina, Ashkenazi falou do apoio histórico que muitos desses estados deram ao votar na ONU a favor do estabelecimento de Israel e aceitar refugiados judeus após o Holocausto.

“Nunca esqueceremos que vocês tiveram uma parte importante no estabelecimento deste país e deram apoio em tempos difíceis ao povo judeu”, disse ele.

Ashkenazi expressou esperança de que Israel possa assinar mais acordos de livre comércio com países da América Latina e ofereceu conhecimentos israelenses em agricultura, uso da água e segurança cibernética. “O potencial para melhorar o relacionamento é realmente grande”, afirmou

Ashkenazi também abordou a grande explosão em Beirute nesta terça, reiterando a oferta de ajuda de Israel.

“Nós fazemos a diferença entre o Hezbollah e o povo libanês, e é por isso que o governo de Israel e o Departamento de Defesa ofereceram ao povo libanês toda ajuda humanitária de que precisam, através de canais internacionais, em Israel ou no Líbano, o que eles quiserem”. Ashkenazi disse que a oferta era “um compromisso, como vizinhos”.

Ele acrescentou que “não está claro o que aconteceu. Estamos acompanhando os eventos à medida que eles evoluem. Parece ter sido um acidente”, completou.