Em live, Claudio Lottenberg e Michel Temer falam sobre democracia, liberdade, pluralismo, diversidade e diálogo 

O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, conversou com o ex-presidente Michel Temer em live nesta quarta-feira (1) em sua página no Instagram. A conversa girou em torno de temas como democracia e liberdade, pluralismo, diversidade e diálogo.
Lottenberg destacou a importância do encontro em momento em que “nosso país vive um debate intenso e bastante polarizado” com ameaças à ordem constitucional e questionamentos a movimentos do governo federal.
Temer defendeu um regime semi-presidencialista, “nem totalmente parlamentarista e nem totalmente presidencialista”. Isso porque, explicou Temer, no parlamentarismo o presidente teria uma presença quase que decorativa e em nossa cultura a atuação do presidente é importante. Para Temer um governo semi-presidencialista seria mais tranquilo, porque centralizaria as decisões no Parlamento. Temer afirmou que o sistema presidencialista está ultrapassado, como demonstram os seguidos pedidos de impeachment que o pais teve nos últimos anos e que, a seu ver, também é um fator desestabilizador.
Termer citou um episódio curioso quando foi indicado pelo então governador Franco Montoro como secretário da Segurança Pública e dias depois estava disposto a entregar o cargo por avaliar que não tinha conhecimento suficiente para a função. E foi vendo uma entrevista com o ator e então secretário da Cultura Gianfrancesco Guarnieri que veio a clareza sobre a sua missão. Perguntado por um repórter como conseguia administrar as funções de ator e de secretário da Cultura, Guarnieri teria dito que a vida também é uma representação e que temos que representar bem o papel que a vida nos entrega. Temer disse que naquele momento entendeu o recado e na segunda-feira seguinte chamou o comandante da Policia Militar e o delegado geral para dar início à sua missão.
Sobre as atuais ameaças de “rasgar a Constituição” Temer disse que não acredita nessa possibilidade. “São boatos, na maioria desestabilizadores. Convivo com as Forças Armadas e tenho muita convicção de que os comandantes militares jamais patrocinarão um golpe. Não vejo a menor possibilidade de uma ruptura institucional. E quanto ao anunciado movimento pelo 7 de setembro, Temer disse que considera importante que figuras públicas e a imprensa se posicionem para que esse evento seja pacífico e para que não haja desordens. Assista ao evento.