“Estamos em guerra contra a pandemia de Covid-19 e as próximas duas semanas serão cruciais no combate ao vírus”, diz responsável por campanha israelense 

Israel está em guerra contra a pandemia de Covid-19 e as próximas duas semanas serão cruciais no combate ao vírus, disse nesta quarta-feira o professor Salman Zarka, encarregado da campanha de combate ao coronavírus, em momentos em que o número de pacientes graves chegou a 578, dos quais mais de 100 usam ventiladores, de acordo com matéria de Rossella Tercatin, no Jerusalem Post.
“Acredito que estamos em guerra, nossa morbidade está aumentando dia a dia”, disse Zarka, falando perante o Comitê de Lei e Constituição do Knesset, que se reuniu para discutir as novas regras que entram em vigor a partir de hoje.
“Olhando para os dados desta manhã, não podemos simplesmente dizer ”talvez'”, disse ele. “Este ‘talvez’ pode estar decidindo a vida dos cidadãos de Israel”, advertiu.
Mais de 120 pessoas morreram de Covid-19 na semana passada, mais que o dobro do que em todo o mês de julho e mais de 15 vezes do que em junho.
Cerca de 7.832 novos casos foram relatados em Israel nesta terça-feira, com 5,6% das pessoas testando positivo para o vírus. Ambos os números marcaram queda em relação ao dia anterior, quando o país registrou 8.734 casos e taxa de positividade de 6,2% – ambas as maiores desde fevereiro.
Enquanto isso, o país continua a corrida para vacinar pessoas com mais de 50 anos com uma terceira dose.
“Ninguém que está em estado crítico foi vacinado três vezes”, disse Zarka.
Até agora, mais de 1,1 milhão de israelenses receberam o reforço.
O diretor-geral do Ministério da Saúde, professor Nachman Ash, assinou uma diretriz para realizar a vacinação nas escolas durante o horário escolar, de acordo com relatos da mídia israelense.
O assunto tem sido objeto de discussão entre os ministérios da Saúde e da Educação, que se opõem fortemente à ideia.
A vacinação de aproximadamente um milhão de israelenses que ainda não foram inoculados é considerada pelas autoridades a prioridade número um para evitar restrições mais rígidas.
“O tempo até a véspera de Rosh Hashanah é o momento crítico – ou, Deus nos livre, o vírus vai nos derrotar e chegaremos a um bloqueio como o primeiro e o segundo, onde não vamos poder circular além de 100 metros de nossas casas”, disse Zarka.
As restrições atuais não são suficientes para conter o surto, disse ele.
“Como encarregado da campanha contra o vírus, gostaria de limitar as reuniões a 50 em locais fechados e a 100 em espaços abertos”, observou ele.
A partir desta quarta-feira, o sistema Passe Verde será expandido para todas as atividades e locais, exceto para shoppings e lojas, que permitirão no máximo uma pessoa por sete m². Lojas menores que 100 m², estarão isentas.
No sistema Passe Verde, apenas os indivíduos vacinados, recuperados ou com teste negativo de Covid, feito nas 24 horas anteriores, terão o direito a entrar em determinados locais.
As reuniões privadas, para as quais o Passe Verde não se aplica, foram limitadas a 50 pessoas em ambientes e a 100 ao ar livre.