Foto: Keiny Andrade

Estudantes apresentam projetos sobre o Holocausto em evento emocionante no Memorial

O Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto, em parceria com o Consulado de Israel, promoveu na quinta-feira (28) encontro com jovens do Colégio Renascença e de outras escolas – uma delas pública – para falar sobre o Holocausto, por ocasião do Yom Hashoá. O encontro contou com a presença de autoridades e de representantes de entidades judaicas e de outras religiões. Estiveram presentes, entre outros, o diretor geral da CONIB, Sergio Napchan, o presidente executivo da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, Cláudio Monteiro, da comunidade cigana, e os sobreviventes do Holocausto Alice Farkas e Daniel Roth.

Foto: Keiny Andrade

O evento emocionou o público com os depoimentos dos sobreviventes e a apresentação de projetos sobre o Holocausto que envolveram jovens do CEU EMEF Maria Clara Machado, Scuola Eugenio Montale , Colégio Humboldt e Colégio Renascença.

“A mensagem mais relevante foi constatar o compromisso desses jovens com relação à temática da Shoá, as novas narrativas e a releitura do perigo para não ter a história distorcida, negada e banalizada”, destacou Sergio Napchan.

Foto: Keiny Andrade

O ponto alto do evento foi uma visita guiada pelo memorial, em que alunos e professores puderam ver imagens e ouvir relatos sobre o Holocausto.

O professor Armindo dos Santos Bispo, do CEU EMEF Maria Clara Machado, falou sobre como tem trabalhado com seus alunos a questão do Holocausto, de forma que o tema faça sentido para eles que residem em uma região periférica na cidade de São Paulo. Ele disse que o evento foi importante porque tocou os estudantes e traz esperança de um mundo mais altruísta, fraterno e empático. Ele destacou ainda que lembrar o Holocausto é uma questão humanitária e essencial, porque, além de contrapor as narrativas negacionistas, propõe uma reflexão sobre o passado e o futuro que queremos, pois, segundo afirmou, é inconcebível que a vida de outras pessoas sejam ceifadas pelo simples fato de fugirem aos padrões impostos ao logo do tempo.

Ronny Möller, do Colégio Humboldt, disse que um dos objetivos de sua instituição é fomentar e incentivar a cultura de memória na comunidade escolar. Möller agradeceu a experiência e o aprendizado com a visita dos alunos ao Memorial e disse que espera manter a cooperação com a instituição em prol da memória.

A professora Marli Ben Moshe, do Colégio Renascença, destacou que o respeito e o amor ao próximo são os maiores legados que podemos transmitir aos jovens e que os textos lidos por alunos no evento comprovam essa tese. Por isso, concluiu, a educação e a informação são tão importantes para a preservação da memória da Shoá.