EUA realizam ciberataque ao Irã em resposta a ações contra instalações de petróleo saudita

Os Estados Unidos realizaram um ciberataque ao Irã em resposta à ação do país contra instalações petrolíferas sauditas, segundo informou a agência Reuters.

O ciberataque foi lançado no final de setembro e teve como objetivo evitar um conflito maior com o Irã, segundo informou a Reuters, citando duas autoridades americanas que não quiseram se identificar.

“Isso explica como o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, está tentando combater o que vê como agressão iraniana sem se envolver em um conflito mais amplo”, disseram as fontes. “O ciberataque foi uma ação mais limitada do que outras operações contra o Irã neste ano, após a derrubada de um drone americano, em junho, e um suposto ataque iraniano contra petroleiros no Golfo em maio”.

As fontes não deram mais detalhes sobre o ciberataque e nem explicaram se houve mais de uma dessas ações dos EUA contra o Irã.

O Pentágono se recusou a comentar o ataque cibernético, afirmando apenas: “Por uma questão de política e de segurança operacional, não discutimos operações de inteligência ou no ciberespaço”.

O ataque de 14 de setembro às instalações petrolíferas sauditas reivindicadas pelos rebeldes houthis do Iêmen danificou um terço da infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita, elevando os preços globais do produto.

Washington, Riad, Berlim, Londres e Paris culparam o Irã pelos ataques, mas Teerã negou qualquer envolvimento nessas ações.

O ataque levou o Pentágono a aprovar o envio de 3.000 soldados e equipamentos militares adicionais para a Arábia Saudita, a fim de aumentar as defesas do país.

A ofensiva cibernética relatada nos EUA é o capítulo mais recente da guerra cibernética em andamento entre EUA e Irã, após a saída de Trump do acordo nuclear de 2015 com Teerã e a intensificação das sanções contra o país.