Evento anual em Natal abordou, em palestras, o tema dos Bnei Anussim

O Centro Israelita do Rio Grande do Norte (Cirn) promoveu evento com o tema “Bnei Anussim”. Um assunto rico em relevância e bastante importância no cenário da comunidade judaica brasileira. Este ano, mesmo com as limitações impostas pela pandemia do coronavírus, o Cirn optou por manter a programação da sua Segunda Semana de Cultura e Pensamento Judaicos, segunda edição do seu evento anual, que contou com o apoio da Conib.

O presidente do Cirn, Flávio Hebron, explica a escolha da temática: “O Rio Grande do Norte – e o Nordeste na sua totalidade -há quarenta anos convivem com o fenômeno, que não é uniforme. Em cada estado ele se apresenta de maneiras distintas. No Rio Grande do Norte, o processo foi inclusivo e os Bnei Anussim vivem totalmente integrados à comunidade judaica do estado”.

Foi movido por todas essas questões, disse ele, e pelo fato de o fenômeno ter se espraiado por todo o país, do Rio Grande do Sul ao Pará, e por ser o Cirn a federada que tem o trato mais inclusivo com os Bnei Anussim, que a instituição assumiu o protagonismo de trazer a discussão à ordem do dia.

O evento, que contou com debates e uma apresentação musical, foi pensado para possibilitar uma discussão inicial sobre as questões históricas e antropológicas que deram surgimento ao movimento. Foram convidados dois expoentes da academia: os professores doutores Daniela Levi, de São Paulo, e Renato Atias, do Recife.

Nos dois dias seguintes, a agenda ofereceu palestras de dois importantes rabinos brasileiros, Michel Schlesinger e Samuel Pinto com suas visões distintas, mas não menos importantes sobre a questão.

No último dia, uma apresentação musical transmitida direto e ao vivo de Israel trouxe o cantor e percussionista brasileiro-israelense Joca Perpignan, em um oferecimento da Embaixada de Israel no Brasil.

Dados estatísticos das presenças e visualizações do canal do youtube do Cirn, por onde foram transmitidas as palestras, registraram números relevantes. O evento, como um todo, atingiu 3.975 visualizações.

“Face aos números de espectadores e a grande repercussão que teve o evento, seja na comunidade judaica brasileira bem como entre os diversos grupos anussim espalhados por todo o Brasil, entendemos ter alcançado o nosso objetivo que era o de ampliar a discussão de tema tão sensível nesses dias que vivemos”, disse Hebron.

Algumas federações, informou o presidente do Cirn, já relataram o desejo de manter e ampliar a discussão em reuniões capitaneadas pela Conib. “Agradecemos a direção da Conib por todo o suporte que nos foi dado para a execução do projeto”, finalizou o presidente do Cirn. Vale destacar ainda que este evento contou também com o apoio institucional da Embaixada de Israel no Brasil, bem como da Agência Judaica.